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Campinas registra menor número de mortes no trânsito em um mês, mas especialista alerta: 'Só dá para comemorar quando for zero'

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Campinas registra menor número de mortes no trânsito em um mês, mas especialista alerta: 'Só dá para comemorar quando for zero'
Campinas registra menor número de mortes no trânsito em um mês, mas especialista alerta: 'Só dá para comemorar quando for zero' (Foto: Reprodução)

GIF - Policial militar fica ferido após acidente em Campinas Redes sociais O trânsito de Campinas (SP) registrou duas mortes em março, o menor número para um mês desde 2015, quando teve início a série histórica do Sistema de Informações de Acidentes de Trânsito em São Paulo (Infosiga-SP). Como comparação, no mesmo período de 2025 a cidade contabilizou 5 óbitos. Apesar da queda nos registros, Luiz Vicente Figueira de Mello, pesquisador e professor credenciado na Engenharia de Transportes da Unicamp, alerta que o objetivo é zerar o número de mortes. "Nós precisamos sempre pensar que só é possível comemorar quando for zero, não existe nenhuma redução que possa, na verdade, ter ganhos substanciais", diz. De acordo com o Infosiga, as duas mortes de março envolveram uma vítima em motocicleta e outra que estava em um ônibus. Os dados de mortes nos acidentes de trânsito em Campinas estão em queda desde o início de 2026, após um pico de mortes em dezembro, puxado principalmente por acidentes envolvendo motociclistas - veja gráfico abaixo. Segundo Luiz Vicente, ainda não é possível afirmar o que de fato contribuiu para tal redução, o que dependeria também de um período maior de amostragem, mas um dos fatores pode estar relacionado com mudança no comportamento das pessoas envolvidas no trânsito. Nesse ponto, o professor destaca o papel da imprensa na divulgação dos índices de acidentalidade, e que a exposição dos riscos, acompanhada de dados e exemplos, auxilia nessa conscientização. "Essa é uma hipótese, por que quando a pessoa entende os riscos, acaba, de certa forma, se resguardando em ações que antes ele poderia se arriscar mais", diz Mello. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em nota, a Emdec destaca que embora não tenha consolidado os dados do trimestre, o levantamento disponível até o momento já sinaliza a tendência de queda nas mortes no trânsito. "O primeiro bimestre de 2026 foi encerrado com queda de 60% nos óbitos em vias urbanas em relação ao mesmo período de 2025; e 33% em vias urbanas e rodovias", diz a empresa. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Ainda segundo a Emdec, foram realizadas no no pimeiro trimestre 71 operações integradas que identificaram 2,4 mil condutas de risco, e 75 ações educativas que impactaram quase 8 mil pessoas. Sobre as fiscalizações, Luiz Vicente ressalta a importância da polícia e de órgãos de fiscalização nas ruas, uma vez que a simples presença nos locais de maior acidentalidade já provoca mudanças no comportamento dos motoristas. "O ideal é sempre um trabalho educacional de médio a longo prazo pra essa mudança de comportamento. Mas só o fato de a polícia estar presente em pontos chaves, em pontos que tem o maior risco de acidente, já reduz o número de acidentes", destaca. LEIA TAMBÉM Retrato do trânsito em Campinas: maior letalidade na madrugada, mais acidentes nos horários de pico Homens de 26 anos concentram maior nº de mortes em acidentes de trânsito da região de Campinas Acidente deixa uma pessoa ferida na Avenida Aquidabã, em Campinas Jessica Stuque/g1 VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

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