Confira a entrevista com o prefeito Anderson Farias (PSD) sobre os problemas no transporte público em São José dos Campos
Confira a entrevista com o prefeito Anderson Farias (PSD) sobre os problemas no transporte Ao longo desta semana, o jornal Link Vanguarda, da Rede Vanguarda, mo...
Confira a entrevista com o prefeito Anderson Farias (PSD) sobre os problemas no transporte Ao longo desta semana, o jornal Link Vanguarda, da Rede Vanguarda, mostrou a rotina de quem depende dos ônibus nos horários de pico em São José dos Campos, no interior de São Paulo. As reportagens registraram veículos lotados e passageiros que relataram atrasos e dificuldades para conseguir embarcar. O prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias (PSD), comentou em entrevista à Rede Vanguarda, nesta sexta-feira (14), os problemas enfrentados por passageiros do transporte público da cidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp VEJA AS REPORTAGENS DA SÉRIE: Reportagem 1 - Os desafios nas linhas da Zona Leste em São José Reportagem 2 - São José: Zona Norte tem lotação e atraso no horário de pico Reportagem 3 - Os desafios de quem pega ônibus para Zona Sul de São José Reportagem 4 - Passageiros reclamam de distribuição de ônibus na Zona Oeste Anderson Farias (PSD) sobre os problemas no transporte público em São José dos Campos Reprodução/TV Vanguarda Ao ser questionado sobre o que pode ser feito para reduzir os problemas enfrentados pelos passageiros, o prefeito afirmou que a Prefeitura já começou a adotar medidas para ampliar a oferta de ônibus. Segundo ele, desde o início desta semana houve reforço na operação da região leste, uma das áreas com maior concentração de reclamações. "Desde segunda-feira nós fizemos novos horários e aumentamos em quase oito carros nas linhas que atendem Santa Inês, Novo Horizonte e Frei Galvão. Daqui a dois meses vamos receber mais 40 veículos, o que vai permitir ampliar ainda mais a oferta. Em algum momento vamos retirar os ônibus a diesel, porque essa é a proposta, mas também vamos manter alguns deles para aumentar a oferta e fazer melhorias de imediato", afirmou Anderson Farias. O prefeito disse que a chegada dos novos ônibus elétricos permitirá reforçar gradualmente a frota e ampliar o número de viagens, enquanto a administração avalia a retirada dos veículos a diesel ao longo dos próximos meses. Veja a entrevista completa: Primeira pergunta do repórter: Além de investimentos como esse, o que a prefeitura pode fazer para tentar sanar esse problema que a população ainda enfrenta? Resposta do prefeito: "Olha, são várias ações que nós estamos fazendo, isso não é nenhum projeto, já está sendo executado. Então, tanto da parte, por exemplo, da tarifa, da compra da recarga de créditos, nós vamos ter um novo sistema também de bilhetagem, que isso vai facilitar ainda mais, para que o cidadão não precise ter especificamente o vale-transporte. Hoje, os carros já aceitam cartão de crédito, cartão de débito. Lógico que, com esse tempo, o dinheiro vai ser excluído dentro desse processo, porque tem outras condições, QR Code, Pix, celular, cartão. Então, isso daí é um modelo para a gente poder facilitar o sistema, lembrando que São José é um sistema integrado, a gente continua com o sistema integrado, ou seja, a gente tem a integração em qualquer ponto de ônibus da cidade, você pode descer de um carro e subir em outra linha, você tem até duas horas no único sentido e 40 minutos para você poder voltar no sentido do qual você veio. Nós temos também muito investimento na parte de tecnologia, ou seja, na palma da mão, todos os usuários vão saber ali, em um ponto onde ele está, ou se ele está próximo de qual ponto, naquele ponto de ônibus, quais os carros que passam, qual horário que está para o carro chegar. Nós acabamos de fazer uma concessão do sistema de comunicação, vão ser mais de 200 pontos na cidade, que teremos a informação através de telas, onde a pessoa vai chegar lá, vai ver qual o próximo ônibus, quantos minutos faltam para esse ônibus chegar, para as pessoas também poderem se programar. E essas ações que nós vamos criar, novas linhas, nós estamos falando em 26 novas linhas, quatro nós já criamos este ano, serão mais 22 novas linhas dentro do sistema, exatamente para a gente poder melhorar esse atendimento nos horários de pico, sejam carros maiores, nós estamos falando de carros articulados nos horários de pico, seja também o maior número de oferta com linhas também, com linhas alimentadoras. Isso daí faz com que a gente consiga aumentar a oferta, faz com que a gente consiga dividir aquele usuário que quer sair do seu bairro, ir para um determinado local, e aquele usuário que quer só se deslocar, por exemplo, na região interna. Região Sul é um exemplo. Nós temos aqui duas linhas que andam só na região Sul, mas ela conecta com todas as linhas que aqui passam. Com isso, você divide, você dá um melhor conforto para esse passageiro, para o usuário, e a nossa intenção é a gente aumentar o número de usuários, ser um sistema que é um sistema que atrai as pessoas, que as pessoas possam se utilizar, que a gente aumente a frequência e o número de passageiros. Quer dizer, essa é a nossa intenção. Não é só a melhoria de um carro, não é só um carro novo, isso daqui é parte da obrigação, que a gente quer ter um sistema diferenciado, onde a gente consegue atrair e ter informações. Hoje nós temos informações muito mais rápidas para a gente poder tomar, fazer atitudes. Até então, eu sei hoje do carro que atrasou ontem, já atrasou, eu já só tenho informação. Hoje não, hoje a gente tem informação do carro que está atrasando neste exato momento. Então a gente consegue ser muito mais ágil, através de tecnologia, através das informações, através do sistema de GPS dos veículos. Tem que ser rápido e agir nesse exato momento, para a gente poder melhorar e, lógico, nunca deixar de forma alguma que alguém fique fora do ônibus, não consiga embarcar, principalmente nos bairros. Nos corredores isso pode acontecer, só que aí você tem carro passando a cada dois minutos, a cada um minuto e meio, a cada três minutos, nos corredores que são os principais da cidade. Mas em bairros, nas saídas e nas suas partidas, isso de fato não pode acontecer. Por isso, o aumento também da frota, não só em número de carro, como também o tamanho do carro." Segunda pergunta do repórter: Prefeito, eu imagino que esse trabalho precisa ter muita essa atenção da Prefeitura, junto das empresas também, que cuidam das linhas hoje. A gente fez um levantamento que o subsídio junto a essas empresas, entre 2021 e 2025, aumentou aproximadamente 200%. A Prefeitura entende como satisfatório hoje? A Prefeitura fica satisfeita com o serviço que atualmente é oferecido? Resposta do prefeito: "Não, com certeza não. Por isso nós estamos mudando, por isso que São José dos Campos fez um modelo diferenciado. Nenhuma cidade no Brasil tem esse modelo que está sendo feito em São José dos Campos, um modelo que nós acreditamos, através de estudo, aliás, já se passou até por avaliações, seja de um Tribunal de Contas, seja até do próprio Ministério Público, que já fez uma pré-avaliação de algumas denúncias ou denuncismos que foram feitos, de que é um modelo, sim, viável, olhando simplesmente para um único fator: o cidadão, as pessoas que usam o transporte público. Como é que a gente pode melhorar o serviço, certo, sem onerar? Hoje nós temos uma tarifa cara, a pandemia fez com que o sistema sofresse muito mais, a pandemia tirou o passageiro, fez com que o sistema sofresse muito. Por isso que há hoje esse subsídio que o município faz, o subsídio para a gente poder manter o sistema funcionando. Há uma nova operação em São José, que não foi uma concessão, foram ônibus que são alugados de uma empresa. Nós temos agora uma empresa que será contratada para fazer a operação. Hoje nós temos uma terceira empresa que faz toda a parte de operação de sistema de recebimento tarifário, que é a Urbam, que faz hoje junto com a Secretaria de Mobilidade. Teremos a quarta empresa que é que vai fazer a concessão e a gestão desses pátios, dessas estações também, com a parte de carregamento, podendo também oferecer energia, dando essa oferta de infraestrutura para a cidade. Isso daí também é um custo, é um recurso que entra na receita, a gente reverte todo esse valor para o sistema. Então isso vai desonerar esse subsídio que hoje acontece, a gente vai conseguir desonerar e ter mais capacidade de investimento na infraestrutura do sistema, melhorando muito mais ainda o atendimento." Terceira pergunta do repórter: O secretário falou pra gente de um investimento a partir do PAC, imagino que é a partir do levantamento que a gente fez também da aprovação da Câmara, justamente de um empréstimo junto à Caixa, a partir do PAC. Como vai ser direcionado esse investimento? Resposta do prefeito: "Olha, nós temos investimentos que são para as novas estações, que aí não são estações de carregamento. Nós estamos falando de estações para a gente poder fazer todas as linhas alimentadoras. Nós vamos ter linhas que, na parte do pico, no pico da manhã, o pico da tarde, as linhas sairão do bairro para a região central e, no entrepico, que é onde você tem uma grande diminuição do número de passageiros, tanto que diminui a oferta também de veículos, nós vamos fazer com linhas alimentadoras. Então essas estações darão essa estrutura para que a gente possa ter as linhas alimentadoras no entrepico, não no pico. Então essa infraestrutura é com esse dinheiro de recursos que nós estamos, junto ao financiamento do Governo Federal, também para as estruturas dos pátios e estações de carregamento também. Essa daqui é a primeira, temos outras mais, até para a compra também dos carregadores. Nós temos um investimento aproximado hoje em torno de R$ 70 milhões para as estações de carregamento, para as estações das linhas alimentadoras também da cidade. Então nós temos um grande investimento, nós estamos investindo na infraestrutura para que a gente possa ter condição de melhorar o sistema. O que é melhorar o sistema? Mais ônibus, mais oferta. Isso muda a forma de nós fazermos a gestão do sistema do transporte público. Hoje nós temos muito mais agilidade nas mudanças de qualquer linha. Antes você tinha um contrato, um contrato rígido, que era muito difícil você fazer qualquer tipo de mudança no sistema. Hoje a gente tem muito mais flexibilidade, a gente tem muito mais agilidade para fazer essas mudanças conforme a necessidade. A cidade cresce, a cidade também vai ser, a cidade é viva, ela se movimenta e o sistema precisa estar ágil, e a Secretaria de Mobilidade também presente com informações para que a gente possa fazer as mudanças necessárias." Quarta pergunta do repórter: A gente entende esse planejamento, imagino que parte dele a médio e longo prazo, mas ainda só voltando nessa última questão, essa série que a gente conversou com algumas pessoas e em algumas linhas específicas no horário de pico, os problemas em geral eram relacionados ou à superlotação, ou atraso, ou, pela percepção dos moradores, uma frota não suficiente para atender todas aquelas pessoas. O que é que a curto prazo a Prefeitura consegue fazer ou tem a dizer para essas pessoas que estão enfrentando isso? Resposta do prefeito: "Tudo isso que eu falei aqui agora de forma resumida, nós estamos falando que isso vai até final de 2027. Isso não é para médio prazo, não, isso é para agora, isso é para final de 2027. Conforme os carros vão chegando, por exemplo, a chegada desses carros já nos proporcionou a gente fazer novas 13 linhas de atendimento na madrugada, alteramos já cinco linhas, dando mais oferta no seu atendimento. Essa semana nós acabamos de aumentar a oferta das linhas da Zona Leste, Bairrinho, Frei Galvão, Santo Inês, Jardim São José, Campo São José, Sistema Via Cambuí. Criamos duas novas linhas também na região Sudeste, que fazem Campo São José com Putim, uma nova linha que faz aqui da Estação Sul até o Colinas e Aquários. Então a gente também já está criando, conforme vão chegando os carros, isso já vai sendo feita essa mudança, já vai melhorando a oferta também. Então o que nós estamos falando é curto prazo. Todas essas mudanças, essas melhorias já são curto prazo, tudo isso já foi planejado, já foi projetado. Hoje os investimentos são na infraestrutura e, conforme os carros chegarão, nós já vamos fazendo essas melhorias. Então, até final de 2027, nós temos tudo isso aí já implementado." Quinta pergunta do repórter: Eu diria então, prefeito, curtíssimo prazo, tem alguma margem para as pessoas que estão no dia a dia enfrentando isso terem pelo menos o problema diminuído? Resposta do prefeito: "Sim, curtíssimo prazo. Região Leste hoje, que é onde tem uma concentração de muitos problemas das linhas, já aconteceu, aliás, já aconteceu esta semana, desde segunda-feira, novos horários. Nós fizemos lá um aumento de quase oito carros nas linhas, atendendo ali as regiões Bairrinhos, Santa Inês, Novo Horizonte, Frei Galvão, e agora a gente recebe mais carros. Então agora, daqui dois meses, a gente recebe mais 40 veículos, a gente já consegue fazer mais oferta. Em alguns momentos nós vamos retirar os carros a diesel, que é essa proposta ao longo dos próximos meses, mas, em outros momentos, nós vamos manter esses carros para a gente poder já ter um aumento da oferta e já colocar, de imediato, essas melhorias. Anderson Farias (PSD) sobre os problemas no transporte público em São José dos Campos Reprodução/TV Vanguarda Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina