Da história familiar à SCP: o caminho da Esdras em São José
Antes de Alexandre Simão escolher o nome de sua construtora, a construção civil já fazia parte de sua história. Filho de comerciante de materiais de constr...
Antes de Alexandre Simão escolher o nome de sua construtora, a construção civil já fazia parte de sua história. Filho de comerciante de materiais de construção, ele se formou em engenharia e encabeçou a construção de dois edifícios antes de decidir pela constituição da Esdras Construtora, em 2006, em São José dos Campos. Duas décadas depois, a empresa tem na participação de investidores uma de suas principais frentes de atuação. A mudança ganhou forma em 2017, quando a Esdras lançou seu primeiro empreendimento estruturado em Sociedade em Conta de Participação, a SCP. A proposta era reunir pessoas interessadas em investir e colocar a experiência da construtora a serviço do desenvolvimento do projeto. Para Victor Simão, diretor operacional e filho do fundador, essa trajetória conecta duas histórias: a de uma família que aprendeu a construir e a de outras famílias que passaram a enxergar nos imóveis uma possibilidade de formar patrimônio. O começo da Esdras A ligação com a construção civil atravessa gerações da família. Victor se lembra do bisavô para explicar uma das raízes dessa trajetória. “O meu bisavô já começou a fazer algumas construções. Ele tinha uma loja de materiais de construção, que está até hoje aqui no Vale do Paraíba”, conta. Depois, o pai, Alexandre, seguiu o rumo como construtor. Com a Esdras formalizada, os primeiros projetos seguiram o modelo tradicional de incorporação. Rio Tigre, Rio Jordão, Rio Eufrates e Sinai estão entre os residenciais dessa fase. Fachada da primeira sede da Esdras Construtora, em São José. Divulgação A escolha do nome A escolha de Esdras tem origem bíblica. Victor explica que a fé cristã sempre foi muito presente na família. “Esdras, em hebraico, significa auxílio. E é justamente essa ideia que queremos carregar: ser um auxílio construtivo e espiritual, trazendo inovação e reconstrução”, afirma. Essa inspiração também aparece nos empreendimentos. Gion e Pison, anteriores à constituição da empresa, e os residenciais Rio Tigre, Rio Eufrates e Rio Jordão remetem a rios presentes em narrativas bíblicas. O Sinai mantém essa ligação por meio de outra referência da Bíblia. Na leitura de Victor, os nomes expressam valores que a família procura levar para as relações de trabalho e de negócios. É um traço de identidade que acompanha a marca desde seus primeiros projetos. A opção pela SCP A partir da forte ligação com São José dos Campos, o trabalho da Esdras ia além da execução de obras. A ideia era conhecer os bairros e se relacionar com quem procurava um imóvel na cidade. Foi quando a empresa percebeu que poderia usar sua estrutura técnica para se relacionar mais com famílias e investidores da cidade. O início da SCP veio de uma conversa entre Alexandre e o responsável por uma imobiliária parceira. Segundo Victor, eles discutiam uma forma de reunir participantes para viabilizar empreendimentos, com a construtora à frente da execução. A ideia amadureceu até o lançamento do Grand Kazza, no Urbanova, em 2017. “Em poucos meses, houve adesão a todas as cotas”, lembra Victor. A receptividade mostrou à empresa que havia espaço para desenvolver novos projetos com essa estrutura. Na SCP, o investidor contribui com parte dos recursos necessários e participa dos resultados conforme o contrato. A condução cabe ao sócio ostensivo – nas operações da Esdras, a própria construtora. Assim, o interessado pode integrar um empreendimento sem precisar reunir sozinho todo o capital ou montar uma equipe de construção. Participar do desenvolvimento também muda a composição econômica. Na proposta da empresa, os aportes cobrem os custos do projeto, o que pode representar um investimento menor que o necessário para a compra de um imóvel equivalente no mercado. Equipe da Esdras Construtora. Reprodução/Esdras Construtora SCP, um modelo de sucesso em São José O Grand Kazza foi entregue em 2022. Depois, veio o The Gold, também no Urbanova, em 2024. E, em 2025, o Palmares Boulevard, no Parque Industrial, e o Terra di Riomaggiore, no Urbanova. Os endereços mostram opções por locais com forte apelo comercial e potencial de valorização. Nos quatro residenciais, Victor explica que os participantes recebiam informações financeiras e registros do avanço da obra durante toda a execução. Esse contato integra a proposta de aproximar o investidor do empreendimento que ajuda a desenvolver. Os próximos capítulos Aos 20 anos, a Esdras apresenta novas frentes para essa relação com o mercado. A Casa Esdras foi concebida como um ponto de encontro entre investidores, corretores e parceiros, com foco em informação e conexão de negócios. O Reserva do Golfe acrescenta à trajetória um projeto de casas independentes, com quintal e piscina privativa, na região oeste de São José dos Campos. Estruturado em SCP, leva a participação coletiva a uma proposta residencial diferente dos edifícios que marcaram o início da empresa. Entre a experiência de Alexandre e os projetos apresentados por Victor, a história ganha continuidade. A construtora que nasceu de uma atuação familiar procura ampliar o grupo de pessoas que podem participar do desenvolvimento imobiliário da cidade – e construir patrimônio a partir disso.