Dançarinos de SP vão representar o Brasil em mundial de salsa no Chile
Os dançarinos Patrícia Muniz e Lucian Pereira Reprodução Os dançarinos Patrícia Muniz e Lucian Pereira, moradores de São Paulo, vão representar o Brasil...
Os dançarinos Patrícia Muniz e Lucian Pereira Reprodução Os dançarinos Patrícia Muniz e Lucian Pereira, moradores de São Paulo, vão representar o Brasil no El Mundial de Salsa, que será realizado em maio deste ano no Chile. A vaga foi conquistada após resultados expressivos da dupla no cenário nacional, marcando um novo capítulo na trajetória de dois profissionais que já tinham carreiras consolidadas antes de se unirem para a competição. A parceria foi formada em 2025 com um objetivo específico: disputar os principais campeonatos brasileiros de salsa e buscar a classificação para o Mundial. Até então, ambos atuavam de forma independente, com percursos sólidos na dança de salão e em outras vertentes artísticas. Lucian iniciou sua formação ainda na infância, influenciado por uma família ligada à música e à dança. Em 2005, ingressou oficialmente na dança de salão e construiu sua base técnica na Cia Terra Escola de Dança, onde estudou, se formou e atuou profissionalmente por quase duas décadas. Os dançarinos Patrícia Muniz e Lucian Pereira Divulgação Ele também se especializou em salsa e samba de gafieira, com formação complementar na Escola Municipal de Dança de São Paulo. Ao longo da carreira, integrou companhias de dança, participou de programas de televisão e se apresentou em eventos no Brasil e no exterior. Já Patrícia começou a dançar aos 5 anos no ballet clássico pelo método Vaganova, no Studio de Danças Marcia Pee. Com mais de 25 anos de trajetória, construiu formação consistente em ballet, jazz, dança contemporânea e danças latinas. Em 2014, passou a se dedicar à dança de salão. Atuou em cruzeiros internacionais, integrou companhias de dança e hoje também desenvolve trabalhos como professora e preparadora artística. É graduada em Ciências Biológicas e possui formação em Educação Física. A união artística para a temporada competitiva trouxe resultados imediatos. Em 2025, Lucian e Patricia conquistaram os títulos do Brasil Latin Open e do El Mundial Brasil na categoria Salsa Profissional Cabaret. Com a vaga garantida, o casal sobe ao palco do El Mundial de Salsa representando o Brasil na categoria profissional. Os dançarinos Patrícia Muniz e Lucian Pereira Divulgação Salsa e fibromialgia O que começou como uma orientação médica para aliviar dores crônicas se transformou em paixão, profissão e em título inédito para o Brasil. Diagnosticada com fibromialgia e enfrentando crises frequentes de enxaqueca, a dançarina Priscila Barkmann, de 35 anos, moradora de São Paulo, encontrou na dança um caminho de superação. Mais de uma década depois, ela se tornou a primeira brasileira campeã mundial de salsa solo. Brasileira com fibromialgia vira dançarina profissional de salsa e se torna campeã mundial Priscila conquistou o título na categoria salsa solo feminino durante o WDSF Caribbean Dances World Championship de 2025, realizado em dezembro na Turquia, que contou com quase 300 atletas. A competição é organizada pela World DanceSport Federation (WDSF) e, pela primeira vez, uma brasileira subiu ao lugar mais alto do pódio nessa modalidade. "Foi a primeira vez que tive que dançar improvisos e coreografia. Normalmente tem só a coreografia nas competições. Então, foi um grande desafio físico mesmo. Mas eu posso te dizer que o momento mais emocionante para mim, realmente, foi a cerimônia de premiação com o hino do Brasil. Foi muito emocionante para mim esse momento. Me senti muito orgulhosa de ser brasileira, do meu nome associado à excelência e por honrar meu país", afirmou ao g1. A Confederação Nacional de Dança Desportiva (CNDD) celebrou o marco inédito nas redes sociais. "Nossa atleta, Priscila Barkmann, conquistou a medalha de OURO no 2025 WDSF World Championship Caribbean. Priscila Barkmann se torna a primeira brasileira a subir no lugar mais alto do pódio em um Campeonato Mundial da World DanceSport Federation (WDSF). Essa vitória, na vibrante modalidade Caribbean Dances - Salsa Shine é a prova da excelência e da dedicação da nossa comunidade. O talento brasileiro faz história. Parabéns, Priscila! Seu sucesso é a nossa inspiração", escreveu no perfil do Instagram. A história da dançarina com a dança começou em 2011, de forma pouco comum. Na época, Priscila lidava com dores constantes e buscava alternativas para melhorar a qualidade de vida. “A dança entrou na minha vida como uma recomendação médica. É uma forma bem atípica de uma pessoa começar a dançar, mas eu tinha crises de enxaqueca com muita frequência e eu tinha um médico que me acompanhava já um tempo. O médico falou: 'olha, eu recomendo você começar a atividade física'. A atividade física iria me ajudar com as crises de enxaqueca e com a fibromialgia. Então, ele colocou na receita médica, eu lembro como se fosse hoje, colocou na receita médica: natação ou dança”. Priscila conquistou o título na categoria salsa solo feminino durante o WDSF Caribbean Dances World Championship, realizado nos dias 6 e 7 de dezembro na Turquia Arquivo Pessoal Ela decidiu seguir as duas opções indicadas pelo médico, e foi assim que a salsa entrou em sua vida. “E aí eu me inscrevi nas duas coisas, tanto na natação quanto na dança. As duas me acompanham até hoje. Mas foi aí que eu descobri a salsa, descobri a minha paixão pela salsa.” Além da mudança emocional, os impactos físicos também foram significativos. As crises de enxaqueca diminuíram drasticamente, e a fibromialgia passou a ser controlada sem o uso constante de medicamentos. “Em relação à fibromialgia, eu tenho um diagnóstico que é um diagnóstico difícil, porque é uma doença crônica, difícil de lidar, mas a dança, ela é praticamente um remédio. Realmente o médico colocou na receita médica e virou um remédio na minha vida". “Eu consigo sobreviver com a fibromialgia sem depender de remédios. A fibromialgia, quem tem precisa tomar remédios muito fortes para conseguir dar conta. As crises de enxaqueca que eu tinha com muita frequência, como toda semana, eu praticamente zerei. Hoje em dia eu tenho, sei lá, uma vez no ano, uma coisa bem esporádica". LEIA MAIS A jornada da primeira comandante brasileira do maior avião comercial do mundo Aos 91 anos, idosa ganha bolsa de estudo para faculdade e realiza sonho Maior salão de beleza do mundo fica nos Jardins, em SP