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Diarista descobre diabetes após perder 10 kg sem fazer dieta: 'Tinha alguns sintomas'

Diabetes atinge cerca de 13 milhões no Brasil e exige diagnóstico precoce Uma diarista descobriu que sofria de diabetes após perder 10 quilos sem fazer dieta...

Diarista descobre diabetes após perder 10 kg sem fazer dieta: 'Tinha alguns sintomas'
Diarista descobre diabetes após perder 10 kg sem fazer dieta: 'Tinha alguns sintomas' (Foto: Reprodução)

Diabetes atinge cerca de 13 milhões no Brasil e exige diagnóstico precoce Uma diarista descobriu que sofria de diabetes após perder 10 quilos sem fazer dieta em Araçatuba, no interior de São Paulo. Ana Maria do Vale, de 58 anos, notou as mudanças no corpo e decidiu buscar atendimento médico. Em seguida, ela foi submetida a uma série de exames até receber um diagnóstico preciso. Alguns sintomas, como sede e a vontade constante de urinar, também já haviam despertado a atenção da mulher. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Ana Maria do Vale descobriu diabetes após perder 10 kg e série de sintomas Reprodução/TV TEM “Tinha perdido mais de 10 kg. Perdi bastante peso mesmo. E eu tinha alguns sintomas, visão turva, ia muito ao banheiro e bebia muita água” revelou Ana em entrevista à TV TEM. Após a descoberta da doença, a mulher iniciou, há pouco mais de um ano, o tratamento com uso diário de dois medicamentos, um para a diabetes e o outro para o controle da pressão arterial, além da prática de atividade física. "Eu fiz caminhada durante três meses e depois ela [médica] mandou eu procurar uma academia para recuperar a massa magra, que eu tinha perdido", relatou a paciente. Os desafios enfrentados pela diarista fazem parte da rotina de uma parcela significativa da população. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a doença afeta cerca de 13 milhões de pessoas no Brasil. Todavia, a estimativa é de que esse número seja ainda maior. Dados da Federação Internacional de Diabetes indicam que um em cada dez adultos convive com a doença no país, e ao menos 33% dessas pessoas sequer sabem que possuem a condição. Por ser assintomática nas fases iniciais, a demora em identificar o problema aumenta expressivamente os riscos de graves complicações no coração, nos rins e na visão, podendo ser fatal se não tratada adequadamente. Sinais de alerta A endocrinologista Marina Carvalho alerta que, nos estágios iniciais, a doença costuma agir de forma silenciosa. Um dos poucos sinais precoces visíveis pode ser a acantose nigricans, caracterizada pelo escurecimento da pele em regiões de dobras, como pescoço, axilas e virilha. Quando os níveis de açúcar no sangue já estão desregulados há mais tempo, o organismo começa a emitir sinais evidentes. "A gente vai ter perda de peso de forma não intencional, aumento de sede, aumento na frequência de urinar — principalmente se o paciente começa a acordar mais à noite —, aumento de fome sem ganho de peso, formigamento nas mãos ou pés e embaçamento visual mais súbito", explica a médica Marina Carvalho. Médica endocrinologista, Marina Carvalho, explica a importância do diagnóstico precoce da diabetes Reprodução/TV TEM Mudanças no estilo de vida Se para Ana Maria o diagnóstico é recente, para Gilza Gastaldi Palácios, de 38 anos, a convivência com o diabetes já dura 16 anos. No início, sem compreender o que ocorria com o corpo, Gilza tentava aliviar o mal-estar e a sede ao consumir refrigerantes e isotônicos. O quadro evoluiu rapidamente até a perda temporária da visão. Na sequência, um desmaio a levou às pressas ao pronto-socorro. "A enfermeira fez o teste e deu 'HI' [nível de glicose excessivamente alto]. Ela falou: 'Soro com insulina agora, senão ela vai entrar em coma'", recorda Gilza. Gilza Gastaldi conta sobre a mudança necessária de estilo de vida após diagnóstico de diabetes Reprodução/TV TEM Atualmente, Gilza monitora a glicemia com o auxílio de medicamentos, bomba de insulina e um sensor contínuo aplicado na pele, o qual dispensa picadas diárias nos dedos, embora mantenha o medidor tradicional por segurança. O tratamento é disponibilizado gratuitamente pelo Centro Médico de Birigui (SP). "Quando o médico disse que não podia ser um comprimido e que teria que ser agulha no café, almoço e jantar, foi um impacto. Mas dá para conviver bem com o diabetes; a chave é mudar o estilo de vida", destaca Gilza. Atendimentos na rede pública O avanço da doença representa um desafio contínuo para a rede pública de saúde. Somente nos primeiros quatro meses deste ano, o Estado de São Paulo registrou mais de 48 mil atendimentos ambulatoriais e cerca de 8 mil internações relacionadas ao diabetes. Durante esse período, foram contabilizados 112 atendimentos ambulatoriais e 149 internações decorrentes de complicações da doença na região de Araçatuba. Cirurgia metabólica visa remissão da diabetes Adobestock Para quem acha que a doença afeta somente as pessoas de mais idade, dados da Secretaria Estadual de Saúde apontam que, entre 2022 e 2025, as internações por diabetes tipo 1 entre crianças e adolescentes de até 19 anos cresceram quase 47% no estado. Ainda segundo a pasta, as hospitalizações de pacientes nessa faixa etária passaram de 1.348 para 1.980 ao longo do mesmo período, principalmente entre as idades de 10 a 14 anos, que respondem a 41% do total de internações. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

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