Empresário preso por usar CRM de sócio e se passar por médico é condenado no litoral de SP
Wellington Augusto Mazini Silva foi preso por exercício ilegal da medicina em Cananéia Redes sociais A Justiça de Cananéia, no litoral de São Paulo, conden...
Wellington Augusto Mazini Silva foi preso por exercício ilegal da medicina em Cananéia Redes sociais A Justiça de Cananéia, no litoral de São Paulo, condenou o empresário Wellington Augusto Mazini Silva, de 28 anos, a quatro anos e seis meses de reclusão e detenção. Ele está detido desde janeiro após se passar por um médico e realizar atendimentos e exames em um hospital. Segundo as investigações, Mazini usou o CRM do médico Enrico Di Vaio, de quem era sócio em uma clínica na capital paulista, para realizar exames de ultrassom, emitir laudos e atender pacientes em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Em depoimento, o empresário disse que teria agido a mando do colega e que receberia R$ 1,5 mil pelo serviço. Di Vaio morreu no fim de fevereiro. Em nota, o advogado Paulo Renato da Silva Rocha Gomes, que representa Mazini, afirmou que a defesa vai recorrer da sentença (veja o posicionamento completo adiante). ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Falso médico condenado A fraude foi descoberta após o Mazini relatar ter visto a vesícula de uma paciente que não possui o órgão, ainda conforme apontado pelas investigações. A Vara de Cananéia condenou Mazini por falsa identidade, exercício irregular da Medicina, exposição de terceiros a perigo, falsificação de documento particular e tentativa de estelionato na última segunda-feira (27). Somadas as penas, a condenação chega a quatro anos, seis meses e 29 dias de detenção e reclusão, além de 45 dias-multa. A Justiça também negou a ele o direito de recorrer em liberdade. Ele permanecerá preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Registro. G1 em 1 minuto - Santos: Falso médico é descoberto após citar órgão que paciente não tinha Entenda a condenação A condenação de Mazini foi feita em dois diferentes blocos, e levou em consideração os crimes: Falsa identidade: ocorreu ao menos três vezes, em continuidade delitiva Exercício ilegal da Medicina: ocorreu ao menos dez vezes, em continuidade delitiva Perigo à vida de terceiros: ocorreu ao menos dez vezes, em continuidade delitiva Neste bloco, a pena total foi de 1 ano, 10 meses e 9 dias de detenção, em regime inicial semiaberto, com 20 dias-multa no valor unitário mínimo. Falsificação de documento particular: ocorreu ao menos dez vezes, em continuidade delitiva Tentativa de estelionato. No segundo bloco, a pena fixada foi de 2 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado, com o pagamento de 25 dias-multa. Wellington Augusto Mazini Silva foi preso por exercício ilegal da medicina em Cananéia Redes sociais Defesa de Mazini Segundo o advogado Paulo Renato da Silva Rocha Gomes, a defesa vai recorrer, pois acredita que o julgamento foi contrário às provas acostadas nos autos. "Acreditamos reverter a decisão, em julgamento de mérito do recurso de apelação, sob os cuidados de três desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP)", complementou Gomes. Enrico Di Vaio (à esq.) era sócio e dono do CRM usado por Wellington Mazini (à dir.) Redes Sociais VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos