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Guarda municipal de Indaiatuba é preso em operação contra quadrilha especializada em extorsão e sequestro

Operação do MP e polícia mira sequestradores de operador de criptoativos Uma operação do Ministério Público (MP) e da Polícia Civil de São Paulo prende...

Guarda municipal de Indaiatuba é preso em operação contra quadrilha especializada em extorsão e sequestro
Guarda municipal de Indaiatuba é preso em operação contra quadrilha especializada em extorsão e sequestro (Foto: Reprodução)

Operação do MP e polícia mira sequestradores de operador de criptoativos Uma operação do Ministério Público (MP) e da Polícia Civil de São Paulo prendeu, na manhã desta terça-feira (7), o guarda municipal de Indaiatuba (SP) Álvaro Augusto Barbosa dos Santos Ribeiro, de 34 anos, e outros suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em extorsão e sequestro. A ação, chamada de “Criptonita”, é um desdobramento de uma investigação do 34º Distrito Policial (Morumbi), na Zona Sul da capital, que começou após o sequestro do operador de criptomoedas e influenciador digital Gabriel Spalone, em fevereiro de 2025. Segundo a investigação, Spalone teria recebido valores para comprar criptomoedas e realizar movimentações financeiras para o grupo criminoso. No entanto, as transações acabaram bloqueadas por instituições financeiras, o que motivou o sequestro. O valor envolvido na disputa chega a R$ 70,8 milhões, segundo os investigadores. Spalone é réu na Justiça por furto qualificado e associação criminosa pelo desvio ilegal de mais de R$ 146 milhões de um banco, via PIX, no ano passado. Após ter sido preso pelas autoridades, o influenciador digital foi solto neste ano para responder aos crimes em liberdade. O crime O infuencer havia sido sequestrado em fevereiro do ano passado, quando foi abordado pelos criminosos no Shopping Cidade Jardim, na Zona Sul da capital paulista. Eles o levaram para um cativeiro num sítio em Santa Isabel, na Grande São Paulo, onde foi agredido e ameaçado para conseguir reaver a quantia milionária. Spalone foi libertado por policiais depois que a namorada dele pediu ajuda. A vítima havia enviado mensagens de celular para ela avisando do sequestro. À época, os sequestradores foram presos em flagrante, mas depois acabaram liberados. Operação contra quadrilha especializada em extorsão e sequestro cumrpriu mandados no RN Polícia Civil/Divulgação Prisões por 30 dias Quatro alvos foram presos até a última atualização desta reportagem. Uma das prisões ocorreu em Natal, capital do Rio Grande do Norte. A polícia e o MP pediram as prisões dos alvos por 30 dias por entender que são medidas necessárias para a continuidade das investigações. As ações ocorrem na capital paulista, Grande São Paulo, e regiões de Campinas e Sorocaba, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Ao todo, 54 policiais civis foram mobilizados, incluindo equipes especializadas do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) e do Grupo Especial de Reação (GER), da Polícia Civil. Também participam agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. Veículos esportivos de luxo Há ainda outros 13 mandados de busca e apreensão para serem cumpridos nos endereços dos investigados. Foram apreendidos três veículos esportivos de luxo: um carro Porsche, uma picape Nissan Frontier e uma moto Kawasaki. Também foram recolhidos celulares, notebook e máquina de contar dinheiro. O poder judiciário ainda autorizou a quebra do sigilo de mensagens telefônicas para identificar a estrutura completa da organização. Os criminosos simularam a venda de um site de apostas para justificar as transferências e coagiram o operador a fornecer senhas bancárias e de seus aparelhos celulares. De acordo com a investigação, os suspeitos mencionaram ligações com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Informações obtidas nos celulares apreendidos revelam o planejamento prévio do crime, incluindo mensagens sobre o monitoramento do corretor. A troca de mensagens detalha o uso de veículos de luxo e o ajuste para "dar um pau" na vítima. O chefe do grupo já foi alvo de operações da Polícia Federal (PF) e do CyberGaeco do MP por fraudes eletrônicas semelhantes. O que diz a Prefeitura de Indaiatuba "A Secretaria de Segurança Pública de Indaiatuba informa que tomou conhecimento, na manhã desta segunda-feira (7/4), da operação conduzida pelo Gaeco e pela Polícia Civil. Informa ainda que está em andamento a solicitação de afastamento do agente envolvido pelo período de 60 dias, como medida administrativa para garantir a lisura dos procedimentos e o pleno andamento das apurações. A pasta permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações". VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

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