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Irmão de empresário que desapareceu há um ano, após reunião em Cravinhos, cobra por justiça: 'Cadê o corpo para velar?'

Empresário foi morto por desavenças comerciais após reunião de negócios em Cravinhos, SP Irmão do empresário Nelson Carreira Filho, que desapareceu em ma...

Irmão de empresário que desapareceu há um ano, após reunião em Cravinhos, cobra por justiça: 'Cadê o corpo para velar?'
Irmão de empresário que desapareceu há um ano, após reunião em Cravinhos, cobra por justiça: 'Cadê o corpo para velar?' (Foto: Reprodução)

Empresário foi morto por desavenças comerciais após reunião de negócios em Cravinhos, SP Irmão do empresário Nelson Carreira Filho, que desapareceu em maio do ano passado após uma reunião de negócios em Cravinhos (SP), Márcio Carreira cobrou justiça para o caso e lamentou o fato de a família não saber se ele está vivo ou morto, uma vez que o corpo nunca foi encontrado. Sócio de Nelson, o empresário Marlon Couto Paula Júnior chegou a confessar o crime em uma carta é apontado como o principal autor. Ele está foragido há quase um ano. "Foi uma humilhação para nós, porque nem velar o corpo dele não podemos velar. Foi uma humilhação. Cadê o corpo para velar? Cadê? Ou para cremar, o que for, mas cadê? Ele não deu nem isso para nós. Ele fez o que fez com o meu irmão e não deu nem isso para nós". ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deve decide nesta semana se Marlon e outros seis acusados de envolvimento no desaparecimento de Nelson vão a júri popular. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público em fevereiro deste ano. Marlon responde por homicídio qualificado por motivo torpe, emboscada e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver, bem como por fraude processual e falsidade ideológica. LEIA TAMBÉM MP quer júri popular para acusados de participação na morte de empresário que desapareceu após reunião de negócio em SP Sete pessoas são denunciadas por envolvimento na morte de empresário em Cravinhos Empresário pode ter sido morto ao ser atraído para emboscada em Cravinhos, diz delegado Também foram denunciados Tadeu Almeida Silva, gerente da empresa de Marlon Júnior, Marcela Almeida, mulher de Marlon, Felippe Miranda, Marlon Couto Paula e Lilian Patrícia Paula, pais de Marlon, e o irmão dele, Murilo Couto. Embora nem todos tenham sido acusados por relação direta com a morte do empresário, segundo o MP, a legislação prevê que o Tribunal do Júri tem competência sobre crimes conexos ao homicídio doloso em questão. Nelson Carreira Filho, Cravinhos, SP Arquivo pessoal Queima de arquivo À EPTV, afiliada da TV Globo, Márcio Carreira disse acreditar que o irmão tenha sido morto por causa de queima de arquivo. Segundo ele, Marlon estava envolvido na fabricação de drogas, popularmente conhecidas como rebite e bala, e tinha medo de que Nelson o entregasse à polícia. "Isso não foi briga, isso não foi desentendimento. Isso foi queima de arquivo. O Marlon deu uma cartada para ele para começar a fabricar rebite e balinha, e o medo de o meu irmão entregar ele, que meu irmão ia desmanchar a sociedade, ele foi lá e matou meu irmão". Marlon é dono de farmácias de manipulação na região de Ribeirão Preto e tinha negócios com Nelson. Pelo menos uma vez por semana, os dois se encontravam em Cravinhos para conversar sobre compras e vendas de produtos. Empresa onde o empresário Nelson Francisco Carreira Filho esteve em Cravinhos, SP Reprodução/EPTV Desaparecido após reunião de negócios Nelson Carreira Filho, de 43 anos, que morava em São Paulo (SP), desapareceu no dia 16 de maio de 2025 após participar de uma reunião de negócios em Cravinhos. As investigações indicam que o crime foi motivado por desavenças comerciais e foi planejado por Marlon. As autoridades também indicaram que, depois de ser morto a tiros, Nelson foi enrolado em lonas e jogado em um rio. O corpo dele, no entanto, nunca foi encontrado. Tadeu Almeida se entregou à polícia duas semanas depois do desaparecimento de Nelson investigado por ajudar Marlon a enrolar o corpo do empresário em lonas antes de ser jogado no rio. Marcela chegou a ser presa, mas a Justiça concedeu liberdade a ela no dia 29 de junho. Nelson Carreira Filho Arquivo pessoal Segundo o delegado Heitor Moreira, no dia do crime, Tadeu agendou uma dedetização na empresa onde estava marcada a reunião com a vítima e todos os funcionários foram dispensados. Por conta disso, a polícia acredita que ele tenha ajudado a planejar o crime. Em depoimento, o gerente afirmou que ajudou a ocultar o corpo de Nelson e que levou o carro do empresário até São Paulo. O veículo foi achado abandonado em uma rua da zona Norte da capital. À polícia, Tadeu revelou que, após matar Nelson com um tiro, Marlon colocou o corpo em uma caminhonete e o levou até um rancho em Miguelópolis para jogá-lo no rio. Durante a perícia realizada no prédio em Cravinhos, vestígios de sangue foram encontrados com ajuda do luminol. Felippe Miranda, apontado como o responsável por ajudar Marlon a jogar Nelson no rio, foi preso em Uberlândia (MG) no dia 5 de junho, mas liberado um mês depois. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

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