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Justiça condena casal por latrocínio contra advogado em Higienópolis

Lucas Brás dos Santos, de 27 anos, foi preso por participar da morte do advogado Luiz Fernando Pacheco, no Centro de SP. Montagem/g1/Reprodução/TV Globo A Ju...

Justiça condena casal por latrocínio contra advogado em Higienópolis
Justiça condena casal por latrocínio contra advogado em Higienópolis (Foto: Reprodução)

Lucas Brás dos Santos, de 27 anos, foi preso por participar da morte do advogado Luiz Fernando Pacheco, no Centro de SP. Montagem/g1/Reprodução/TV Globo A Justiça de São Paulo condenou nesta quinta-feira (29) um casal pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte) pelo assassinato do advogado criminalista Luiz Fernando Sá e Souza Pacheco, em outubro do ano passado em Higienópolis, na região central da capital. Segundo a sentença da 19ª Vara Criminal da Barra Funda, ficou comprovado que Lucas Braz dos Santos e Ana Paula Teixeira Pinto de Jesus abordaram a vítima na Rua Itambé com o objetivo de roubar um celular, um relógio Rolex e uma carteira. Lucas foi condenado a 27 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, e Ana Paula, a 23 anos e 4 meses de prisão. Luiz Fernando estava embriagado e foi agredido durante a ação. Ele caiu no chão, sofreu convulsões e morreu no local. A dinâmica do crime foi registrada por câmeras de segurança, que embasaram a decisão judicial. Vídeo mostra advogado morto em Higienópolis saindo de bar e depois sendo golpeado Para o juiz, os réus assumiram o risco de provocar a morte ao empregar violência contra uma pessoa em condição de vulnerabilidade, o que configura o crime de latrocínio, mesmo sem intenção direta de matar. Foram rejeitados os pedidos da defesa do casal para reclassificar o caso como roubo ou furto. Um terceiro acusado, José Lucas Domingo Alves, que estava com o casal antes do crime, não participou diretamente da abordagem, mas tinha conhecimento da intenção criminosa e aguardava a divisão dos bens roubados. Ele foi condenado por furto qualificado. A condenação se baseou em depoimentos de testemunhas, relatos de policiais civis, laudos periciais, exame necroscópico e imagens de monitoramento, que, segundo a sentença, comprovam a autoria, a materialidade e a violência empregada no crime. Entenda o caso Lucas Brás dos Santos, já tinha outra condenação, de cinco anos e quatro meses de prisão, por ter participado de um roubo contra uma advogada, também em São Paulo. Santos foi detido em outubro do ano passado, em frente a um abrigo na Rua Riachuelo, na região da Sé, Centro de São Paulo, com a namorada, Ana Paula Teixeira Pinto de Jesus, e um terceiro comparsa: José Lucas Domingo Alves. O casal aparece nas imagens da Rua Itambé na última quarta-feira (1°), roubando o celular de Pacheco (veja abaixo). Eles se declararam pessoas em situação de rua. Na abordagem, Lucas Brás dá um soco no rosto do advogado, que caiu na calçada desacordado. O criminoso aproveita a situação da vítima e rouba os pertences pessoais dele antes de fugir. Novo vídeo mostra advogado morto em Higienópolis desmaiando após soco de ladrão Luiz Fernando Pacheco foi socorrido na Santa Casa de São Paulo, no Centro. Estava sem documentos e só foi identificado 36 horas depois do seu desaparecimento, por meio das digitais. Segundo a delegada Gabriela Lisboa, que investigou o caso, os três presos confessaram participação no crime contra o advogado Luiz Fernando Pacheco, do Grupo Prerrogativas. Antes desse caso, Santos já havia sido condenado por roubo ocorrido em 23 de agosto de 2023, na Rua Paim, na Bela Vista, no Centro. Na ocasião, Lucas e outro comparsa roubaram a bolsa da advogada, derrubando-a ao chão durante a ação. Após o roubo, ela começou a gritar e uma viatura que passava pelo local perseguiu os criminosos até a região do Viaduto 9 de Julho, onde Lucas foi preso em flagrante com os pertences da vítima e com ajuda de testemunhas. O outro envolvido conseguiu fugir. Polícia prende 3 por morte de advogado em Higienópolis Após a prisão, o rapaz teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Na denúncia apresentada à Justiça pedindo a condenação de Lucas, a promotora Anna Paula Grossi, afirmou que vítima lesionou a mão esquerda, conforme laudo pericial, durante a ação. Ela pediu a condenação dele pelo artigo 157, §2º, inciso II, do Código Penal, que fala sobre roubos praticados com violência. Apesar de ter confessado o crime, Lucas Brás dos Santos ficou preso até outubro de 2023, quando foi solto por uma decisão do juiz Bruno Paiva Garcia, que revogou a prisão preventiva por entender que ele ficou muito tempo preso sem ser julgado. O pedido de soltura foi feito pela Defensoria Pública, que alegou que Lucas era réu primário e não tinha antecedentes criminais registrados anteriormente. Na época, Paiva Garcia disse na decisão de soltura que “a prisão preventiva, dessa forma [que está], é excepcional e deve estar fundada em fatos concretos e verificáveis, que demonstrem efetivo risco gerado pelo estado de liberdade, além da adequação e proporcionalidade da medida extrema”. “Não bastam, para esse fim, alegações genéricas a respeito da gravidade do crime imputado ou de uma suposta ofensa à ordem pública, que não pode ser demonstrada ou contrastada”, ao mandar expedir a soltura do acusado. Em 7 de janeiro de 2025, ele foi considerado culpado pelo crime na rua Paim e foi condenado a 5 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo mesmo juiz que mandou soltá-lo. Os três suspeitos presos pela morte do advogado Luiz Fernando Pacheco, em Higienópolis, no Centro de São Paulo. Reprodução

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