Justiça manda prender mulher que atropelou homem em SP e não prestou socorro, mas ela está na Espanha
Mulher que agrediu casal gay em padaria no Centro de SP é presa após atropelar jovem A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de Jaqueline Santo...
Mulher que agrediu casal gay em padaria no Centro de SP é presa após atropelar jovem A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de Jaqueline Santos Ludovico após constatar o descumprimento de medidas cautelares e indícios de que ela deixou o Brasil para viver na Espanha, o que, segundo a decisão, compromete a aplicação da lei penal e a instrução criminal. Jaqueline é condenada por homofobia em uma padaria no Centro de São Paulo em 2024. Também responde por atropelar um homem embriagada e fugir sem prestar socorro, no mesmo ano, e é ré por estelionato em Santa Catarina, em um processo de 2025 (leia mais abaixo). O mandado de prisão, referente ao caso do atropelamento, foi expedido com urgência na segunda-feira (19). A mulher é considerada foragida. A ordem é da juíza Giovanna Christina Colares, da Vara Regional das Garantias (1ª RAJ – Capital), que acolheu pedido de André Rossi (a vítima do atropelamento) e parecer favorável do Ministério Público. Jaqueline Santos Ludovico será ouvida após fazer ataques homofóbicos em padaria de SP. Reprodução/Redes sociais Na época do crime, em junho de 2024, câmeras de segurança registraram o momento em que Jaqueline passa com seu Honda HRV em alta velocidade e atinge a vítima, que chegou a sinalizar que estava na faixa de pedestre (veja mais abaixo). De acordo com o despacho, Jaqueline deixou de cumprir o comparecimento mensal em juízo e a proibição de se ausentar da comarca por mais de oito dias sem autorização. Uma certidão de movimentos migratórios da Polícia Federal indica que ela saiu do país em 9 de outubro de 2025 e não retornou até 5 de janeiro de 2026, data do documento. Para a juíza, há “fundados indícios” de que a investigada teria se evadido em definitivo do país para viver na Espanha com o filho. Ao g1, a defesa de André Rossi, representada pelo advogado Flavio Grossi, afirmou que Jaqueline "demonstrou ter práticas avessas à vida em sociedade e, pior, busca esquivar-se da responsabilidade criminal". Mulher é filmada xingando casal com palavras homofóbicas em Santa Cecília, São Paulo "Jaqueline foi condenada em primeiro e segundo graus de jurisdição por homofobia. O TJ-SP também a condenou por crimes de ameaça e lesões corporais relacionados ao caso da padaria, ocorrido em 03 de fevereiro de 2024. Meses após, Jaqueline foi presa em flagrante por atropelar André, completamente alcoolizada, e tentar fugir do local sem prestar socorro", afirmou. Segundo o advogado, Jaqueline escolheu fugir do Brasil para a Espanha na tentativa de impedir a aplicação da lei penal em ambos os casos pelos quais responde. Ele afirmou ainda que pediu a inclusão do nome dela na lista da Interpol para que ela passe a ser procurada internacionalmente. "Espera-se que as autoridades internacionais possam localizá-la, providenciar sua extradição e garantir que ela seja devidamente processada e condenada pelos crimes que cometeu." O g1 tenta contato com a defesa de Jaqueline. O TJ-SP disse que não confirma a informação para não atrapalhar o trabalho das autoridades policiais. A Polícia Federal também respondeu que não confirma informações desta natureza. Histórico de condenações Jaqueline foi condenada em primeiro e segundo graus por injúria em razão da sexualidade (homofobia) e também por ameaça e lesões corporais no episódio ocorrido em 3 de fevereiro de 2024, em uma padaria na região de Santa Cecília, no Centro de São Paulo. A briga começou por causa de uma vaga no estacionamento e terminou com agressões dentro do estabelecimento. Meses depois, em junho de 2024, Jaqueline foi presa em flagrante após atropelar André Rossi na Barra Funda, Zona Oeste da capital. Esse caso ainda está em investigação. LEIA MAIS: 'Eu saí de uma padaria com nariz sangrando' diz jovem vítima de homofobia em SP Câmeras de segurança registraram o momento em que o carro, um Honda HR-V, passa em alta velocidade e atinge a vítima, que sinalizava estar na faixa de pedestres. Ela fugiu do local e, segundo a polícia, apresentava sinais de embriaguez. Momentos depois, ela retornou para o local do crime acompanhada da irmã e foi detida. Na audiência de custódia, a prisão preventiva foi convertida em prisão domiciliar, posteriormente revogada por possível excesso de prazo, com a imposição de medidas cautelares. Além dos processos em São Paulo, a Justiça de Santa Catarina tornou Jaqueline ré por fraude eletrônica (estelionato) em um caso que apura prejuízo de R$ 200 mil a uma empresa automotiva em Tubarão (SC). Segundo a denúncia do Ministério Público catarinense, os valores teriam sido transferidos via PIX após contatos fraudulentos envolvendo uma suposta cobrança cartorial. A pena prevista para o crime é de 4 a 8 anos de prisão, além de multa.