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Justiça mantém prisão de homem acusado de matar professora e enterrar corpo em quintal

Vizinho ouviu barulho de escavação antes de professora ser encontrada morta no quintal O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou o pedido de soltura ...

Justiça mantém prisão de homem acusado de matar professora e enterrar corpo em quintal
Justiça mantém prisão de homem acusado de matar professora e enterrar corpo em quintal (Foto: Reprodução)

Vizinho ouviu barulho de escavação antes de professora ser encontrada morta no quintal O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou o pedido de soltura de Jacemir Barbosa Bueno de Almeida, de 39 anos, acusado de matar e enterrar o corpo da companheira, a professora Elisângela Barbosa de Almeida, de 43, em Pariquera-Açu, no interior paulista. Segundo as investigações, ele também teria se passado pela vítima ao utilizar o celular dela para enviar mensagens. A solicitação, feita de forma liminar pela defesa, foi rejeitada durante a análise de um Habeas Corpus. Conforme apurado pelo g1, Jacemir confessou informalmente o crime à polícia após o corpo ter sido encontrado no quintal da casa onde o casal morava, no bairro Vila São João. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Elisângela havia desaparecido no dia 20 de abril, e familiares acionaram a Polícia Civil. Quatro dias depois, em 24 de abril, o cadáver foi localizado no imóvel, confirmando as suspeitas e dando início às investigações formais contra o acusado. A defesa de Jacemir, representada pela advogada Maria Claudia Calixto, entrou com Habeas Corpus pedindo a revogação das prisões preventiva e temporária. Segundo ela, não havia fundamentos para manter a preventiva. A advogada destacou ainda que o Ministério Público foi favorável apenas à prisão temporária de 30 dias durante a audiência de custódia. Segundo as investigações, Jacemir praticou ciclismo após matar Elisângela Reprodução/Redes sociais A advogada ainda pontuou que a prisão temporária do suspeito poderia ser substituída por medidas cautelares como monitoramento eletrônico e proibição de contato com testemunhas do caso. O desembargador Silmar Fernandes, porém, negou o pedido liminar e manteve as prisões preventiva e temporária do investigado. Segundo o magistrado, não havia ilegalidades capazes de justificar a soltura de Jacemir devido às provas apresentadas. Fernandes ainda afirmou que existem possíveis indícios de interferência na produção de provas, o que justificaria a manutenção da medida cautelar mais grave neste momento. O magistrado ainda definiu que a análise do mérito do HC depende de diligências pendentes. Morte Jacemir foi preso após, informalmente, confessar ter agredido Elisângela com um tapa no rosto durante uma discussão em casa, na madrugada de 21 de abril. Ele disse que a mulher caiu no chão ao ser atingida, começou a convulsionar e morreu no local. O crime aconteceu enquanto o filho de 10 anos do casal dormia. O homem, desesperado com a situação, decidiu enterrar a mulher em uma área no quintal de casa. Conforme apurado pelo g1, a vítima foi enterrada entre duas construções: a residência térrea (edícula), que fica na parte da frente, e o sobrado, onde a família morava, que fica nos fundos, com blocos de areia de uma construção que ainda seria feita na casa. Jacemir Bueno de Almeida foi preso por matar e enterrar Elisângela Barbosa de Almeida no quintal de casa Reprodução e Polícia Civil A polícia chegou ao local após o próprio Jacemir mencionar, em depoimento durante a investigação do desaparecimento da mulher, que estava montando uma “quadrinha de areia” para brincar com o filho. Ele também disse que havia estourado um cano durante a obra. Inicialmente, a informação não parecia ter relação com o desaparecimento, mas levantou suspeitas dos policiais, que já haviam comparecido no imóvel na manhã de sexta-feira (24). Na noite do mesmo dia, os policiais retornaram ao local e encontraram o corpo da mulher. A investigação aponta que a justificativa pode ter sido uma tentativa de explicar a alteração no terreno, que seria questionada por familiares que frequentavam o local. Fingiu ser a vítima Após agredir e matar Elisângela durante uma discussão, o g1 apurou que o companheiro permaneceu com o celular dela e enviou mensagens a amigos e familiares se passando pela vítima. O suspeito, inclusive, criou um perfil de casal com um suposto amante. Os destinatários das mensagens, no entanto, desconfiaram da escrita e do conteúdo enviado, destacando que aquela não era a forma que Elisângela escrevia. Na quinta-feira (23), a irmã foi comunicada sobre a situação e fez o registro do desaparecimento. Jacemir Barbosa Bueno de Almeida se passou pela vítima enviando mensagens por WhatsApp Reprodução Em uma das conversas, uma mensagem atribuída à Elisângela diz que ela estaria "vivendo a vida" com um suposto amante em Paranaguá (PR). Confira mensagens entre a ‘vítima’ (🙍🏻‍♀️) e uma amiga (👤): 🙍🏻‍♀️ Oi, [nome da amiga], não estou em Pariquera (SP). Jacemir e eu separamos. Ele me 'tocou' de casa (sic). Estou em Paranaguá (PR). 🙍🏻‍♀️ Agora que peguei o celular. 👤 Oi, Li. Sério, e o [nome do filho do casal] meu amor? 🙍🏻‍♀️ Está com ele [Jacemir] 🙍🏻‍♀️ Só peguei umas roupas, sapatos e saí. 👤 Meu Deus, Li. Mas o que houve, meu anjo? 🙍🏻‍♀️ Eu estava me relacionando com outra pessoa há algum tempo. Com a troca de telefone, restaurou as mensagens e ele viu. Perfil falso Jacemir Barbosa Bueno de Almeida se passou pela esposa em redes sociais e criou perfil com suposto amante Reprodução Jacemir também teria criado um perfil falso de casal, entre Elisângela e o suposto amante. Na biografia da página, ele escreveu: "Namorando, espero que este novo amor me liberte", além de publicar uma foto com a legenda “recomeçar”. Uma familiar da vítima entrou em contato por meio da rede, mas recebeu a resposta de que seria bloqueada. Ela também solicitou que Elisângela mandasse um áudio, para comprovar a identidade dela, mas não teve resposta. Vizinho ouviu Jacemir Barbosa Bueno de Almeida foi preso acusado de matar Elisângela Barbosa de Almeida e enterrá-la no quintal da residência onde moravam em Pariquera-Açu Reprodução e Redes sociais De acordo com o boletim de ocorrência, um vizinho prestou depoimento após a prisão de Jacemir. No relato, o homem disse ter ouvido um barulho de enxada por volta das 3h de terça-feira (21). O som, segundo ele, era similar a alguém escavando o solo. Ele contou que estava se arrumando para ir trabalhar quando ouviu o barulho. O homem destacou que estranhou o som por conta do horário, mas não pensou que se tratava de algo grave, ainda mais porque não escutou nenhuma discussão na casa de Elisângela e Jacemir. Polícia Ainda segundo o registro, o delegado Eduardo Pinheiro Alves Ferreira pediu a prisão preventiva do suspeito por feminicídio majorado e violência doméstica. Durante audiência de custódia, no sábado (25), o pedido foi aceito pela Justiça. 🔎 De acordo com o BO, o feminicídio foi considerado ‘majorado’ porque o filho do casal estava na residência no momento do crime. A corporação destacou que ele estava na parte de baixo da residência, que é um sobrado. O caso foi registrado como ocultação de cadáver, violência doméstica e feminicídio na Delegacia de Pariquera-Açu, que segue com as investigações para esclarecer a motivação do crime. Infográfico: Mulher morta pelo marido é enterrada no quintal de casa Arte/g1 VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

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