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Lula e Flávio Bolsonaro escolhem estado de São Paulo para último ato de campanha antes do 1º turno

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Lula e Flávio Bolsonaro escolhem estado de São Paulo para último ato de campanha antes do 1º turno
Lula e Flávio Bolsonaro escolhem estado de São Paulo para último ato de campanha antes do 1º turno (Foto: Reprodução)

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) Ricardo Stuckert e Vittor Sales As campanhas presidenciais de Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) escolheram São Paulo para os últimos atos eleitorais antes do primeiro turno. As agendas estão marcadas para sábado (3), véspera da votação. LEIA TAMBÉM: Quem são os candidatos para votar nas eleições de 2026? A escolha não é por acaso. O estado é o maior colégio eleitoral do país, com 34,1 milhões de eleitores, e concentra uma parcela importante do eleitorado do Sudeste. Para as duas campanhas, a reta final é uma oportunidade de ampliar a votação em uma região que pode ser decisiva para a disputa. Lula realiza o ato na capital e Flávio, no interior. O presidente fará uma caminhada na região da Avenida Paulista, ao lado do candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT). Também devem participar do ato as candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). Aliados dizem que encerrar a campanha em São Paulo é uma tradição. Em 2022, o último ato de campanha de Lula foi na mesma avenida. A escolha da capital como palco do encerramento também é vista como uma tentativa de acenar para os paulistas. Na última eleição, o petista perdeu no estado de São Paulo, alcançando 44,8% dos votos válidos, contra 55,2% do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), uma diferença de 2,7 milhões de votos. Flávio realiza uma carreata no interior. O percurso começa em Santa Bárbara d'Oeste e termina em Americana, na região de Campinas. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que concorre à reeleição, participará da agenda. O interior paulista tem histórico de maior apoio a candidatos de direita e centro-direita. Desde a redemocratização, em 1989, São Paulo elegeu principalmente governadores desse campo político. A proximidade entre Lula e Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto fez as campanhas concentrarem esforços em grupos nos quais avaliam ainda haver espaço para ampliar a votação. Lula busca manter a vantagem entre mulheres e católicos e avançar no Sudeste e no Nordeste. Flávio procura ampliar seu desempenho entre os evangélicos e mulheres. Além disso, integrantes da campanha afirmam acreditar que há espaço para ampliar a vantagem sobre Lula no Sudeste e diminuir a diferença entre eles no Nordeste. Pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (28) mostra Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 34% de Flávio. No segundo turno, os dois aparecem com 42% cada. Os candidatos ainda podem realizar atos de campanha no sábado, mas há restrições previstas na legislação eleitoral. Comícios e reuniões públicas podem ocorrer até as 22h do dia anterior à eleição. Agora no g1 Avenida Paulista A Prefeitura de São Paulo afirma que não autorizou a realização da caminhada do PT com Lula e Haddad na Avenida Paulista, marcada para este sábado, a partir das 10h. Segundo a Prefeitura, a negativa atende a uma requisição do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que determinou que a via seja mantida desimpedida durante os dias 3, 4, 24 e 25 de outubro. Integrantes da campanha de Lula afirmam que o ato está mantido. O prefeito de São Paulo é Ricardo Nunes (MDB), que faz campanha para Tarcísio e para Flávio Bolsonaro. Religião e mulheres A última semana de campanha foi marcada pela disputa das campanhas de Lula e Flávio por símbolos religiosos e pela atenção do público feminino. Publicações nas redes sociais que atribuíam a Flávio Bolsonaro (PL) e a outros políticos de direita a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil viralizaram. Aliados e apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitaram o episódio para atacar o senador. Após a repercussão, voltou a circular uma live de agosto em que Flávio declarou que, se eleito, decretaria que o “Brasil é do Senhor Jesus”. Flávio é evangélico e concentra maior intenção de voto entre os eleitores dessa religião. Lula se declara católico e tem maior intenção de voto entre os católicos. A diferença entre os dois eleitorados também passou a aparecer nas estratégias de campanha. Após a repercussão do episódio envolvendo Nossa Senhora Aparecida, Flávio deu entrevista a um podcast católico e, em uma agenda eleitoral, levantou uma imagem da santa. O protestantismo não cultua santos como ocorre no catolicismo. Lula também usou a imagem da santa para acenar aos católicos. Em agendas pelo Brasil, o presidente levantou imagens de Nossa Senhora. Na segunda-feira (28), após uma fala do presidente em agenda eleitoral sobre a resistência de homens ao exame de prevenção do câncer de próstata, apoiadores e aliados de Flávio repercutiram o episódio nas redes sociais. Durante um comício em Belém, no Pará, Lula disse: "O homem é covarde. O homem não gosta de fazer teste de próstata. Ele não gosta de toque. As mulheres aprendem a tomar toque desde quando são pequenas. O homem não. Ele é cheio de trejeito. Ele não sabe que, quando tiver câncer de próstata, vão dar muito toque nele." Nas redes sociais, Flávio publicou um vídeo em que disse que o presidente foi “machista” e “preconceituoso”. Sobre o episódio, o PT afirmou que Lula “obviamente se referiu aos exames ginecológicos preventivos que fazem parte da cultura da saúde da mulher”.

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