Mãe denuncia que bebê com paralisia cerebral está 'presa' em hospital após convênio não liberar home care
Mãe diz que bebê com paralisia cerebral está 'presa' em hospital por falta de home care Uma menina de quase dois anos com paralisia cerebral permanece em um ...
Mãe diz que bebê com paralisia cerebral está 'presa' em hospital por falta de home care Uma menina de quase dois anos com paralisia cerebral permanece em um hospital de Sorocaba (SP), mesmo após receber alta médica no dia 5 de março. Segundo a mãe, a criança, que precisa de cuidados contínuos, está "presa" no local por não poder ir para casa porque o convênio de saúde não liberou o serviço de home care (atendimento domiciliar), essencial para o tratamento dela, mesmo com decisão judicial favorável. Ao g1, Andressa Vicente, de 31 anos, explicou que a filha, Alice Vitória da Silva, foi diagnosticada com paralisia cerebral após uma falta de oxigênio no cérebro no momento do parto. Desde então, ela também era acompanhada por uma médica do convênio. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp “Além disso, ela também sofre com convulsões epilépticas. Minha filha não anda, não senta e sofre com refluxos constantes por conta de uma bactéria no estômago. Alice se alimenta por meio de uma sonda pela barriga”, explica. Ao g1, a Hapvida, operadora responsável pelo convênio, informou que vai oferecer o serviço, conforme orientação médica, mas não deu prazo (veja abaixo a resposta da empresa). De acordo com a mãe, a médica que acompanhava Alice foi retirada do atendimento da menina e de outros pacientes. Depois disso, a criança passou a vomitar sangue, e os medicamentos que ela utilizava deixaram de fazer efeito. Diante da situação, ela foi levada ao hospital, onde permaneceu internada. “A médica que atendia ela em casa pediu para que a gente a levasse para o hospital, porque em casa ela já estava tomando tudo o que podia. Ela foi internada para fazer uma endoscopia para ver o que estava acontecendo com ela”, explica. Mãe de Sorocaba (SP) relata falta de respostas de convênio para liberação de filha com paralisia cerebral Arquivo Pessoal Devido aos problemas de saúde, Andressa conta que, após Alice receber alta, o médico também prescreveu tratamento de home care 24 horas, que consiste em ter assistência médica e de enfermagem em domicílio. Andressa reforçou que tentou solicitar o atendimento por meio dos canais disponibilizados pelo convênio, mas não teve nenhuma resposta. Ela diz que o hospital também fez a solicitação do home care e, assim como ela, também não teve retorno. Por isso, mesmo tendo recebido alta médica, o hospital não autorizou a saída da menina. “Já faz 11 dias que estamos aguardando. Queremos ir embora, mas não podemos porque ela precisa dos cuidados à domicílio”, desabafa. Menina com paralisia cerebral recebeu alta em Sorocaba (SP) mas não conseguiu a liberação de home care do convênio Arquivo Pessoal Liminar de urgência Diante do impasse, a família entrou na Justiça. Uma decisão liminar (de urgência) foi concedida, determinando que o convênio libere o atendimento de home care imediatamente, sob pena de multa diária de R$ 1,5 mil, limitada a R$ 30 mil. Mesmo com a ordem judicial, a situação não foi resolvida. Ao g1, o convênio informou que o caso é acompanhado pelas equipes assistenciais e pelo hospital responsável pelo atendimento, e que vai oferecer o serviço, mas que aguarda a implantação, sem dar prazo para o serviço. "A criança encontra-se em processo de alta hospitalar, com encaminhamento para o Programa de Gerenciamento de Cuidados (PGC), que organizará toda a estrutura necessária para a continuidade da assistência em domicílio, conforme indicação da equipe médica responsável", informou a operadora do convênio. Ainda conforme a empresa, o "atendimento domiciliar segue critérios clínicos e assistenciais definidos pelos profissionais de saúde e será implantado de acordo com o plano terapêutico indicado para a paciente, garantindo a continuidade do cuidado com segurança". O convênio informou que permanece à disposição da família para acolhimento e orientações. "Reafirma-se o compromisso com a qualidade da assistência prestada e com o cuidado aos beneficiários. Eventuais esclarecimentos relacionados ao processo judicial serão prestados nos autos", finalizou a empresa. Alice Vitória da Silva, de Sorocaba (SP), tem paralisia cerebral e necessita de atendimento home care 24 horas Arquivo Pessoal Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM