MP abre inquérito para apurar denúncia de discriminação racial contra estudante na PUC-Campinas
Estudante da PUC-Campinas diz ter sido perseguido por seguranças e denuncia racismo Redes Sociais/Reprodução e Rafael Smaira/g1 O Ministério Público de Sã...
Estudante da PUC-Campinas diz ter sido perseguido por seguranças e denuncia racismo Redes Sociais/Reprodução e Rafael Smaira/g1 O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou um inquérito civil para apurar um suposto caso de discriminação racial contra o estudante Gabriel Henrique Domiciano dentro da PUC-Campinas. O caso ganhou repercussão após o agora ex-aluno denunciar ter sido seguido por seguranças da universidade. ➡️ O inquérito civil foi aberto em 21 de julho de 2026, mas o caso ocorreu em maio de 2025. Na época, o então estudante de Relações Públicas relatou que foi abordado por seguranças da PUC-Campinas enquanto caminhava pelo campus. Ele afirmou ter sido seguido e questionado se era aluno da instituição. Gabriel deixou o curso na universidade no início deste ano. Segundo o documento, o caso chegou ao conhecimento da Promotoria de Justiça por meio da divulgação da denúncia nas redes sociais. A universidade instaurou um procedimento administrativo disciplinar para investigar a conduta e avaliar medidas relacionadas ao episódio. Em nota, a PUC-Campinas informou que "foi notificada e cumprirá os prazos citados no documento". Por que o MP abriu um inquérito? De acordo com o documento, o caso já era acompanhado pelo Ministério Público em um procedimento preparatório. A promotora de Justiça Cristiane Corrêa de Souza Hillal afirmou, porém, que o prazo desse procedimento expirou mas ainda eram necessárias diligências consideradas indispensáveis para esclarecer completamente os fatos. Por isso, o caso foi convertido em inquérito civil. MP aponta questões ainda sem esclarecimento Antes da abertura do inquérito, o Centro de Referência em Direitos Humanos para Prevenção e Combate ao Racismo e à Discriminação Religiosa analisou as providências adotadas pela universidade. Segundo o documento, o órgão concluiu que não identificou um quadro de inércia institucional, uma vez que a PUC-Campinas adotou medidas para apurar os fatos, incluindo ações administrativas, acompanhamento especializado e revisão de práticas internas. No entanto, a avaliação também apontou que a resposta da universidade foi apenas parcialmente suficiente e listou pontos que ainda demandariam esclarecimentos. Entre eles estão: ausência de reconhecimento institucional dos impactos provocados pela abordagem ao estudante; transparência limitada sobre os resultados da apuração interna; falta de informações detalhadas sobre eventuais medidas reparatórias; dificuldade de compatibilizar a conclusão de inexistência de irregularidade com a adoção de medidas disciplinares e corretivas. Aluno diz que sofreu racismo por parte de seguranças da PUC-Campinas VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.