Polícia prende PM suspeito de envolvimento na execução de comerciante apontado como lobista na Zona Leste de SP
Polícia prende PM suspeito de envolvimento na execução de comerciante apontado como lobista na Zona Leste de SP A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (1...
Polícia prende PM suspeito de envolvimento na execução de comerciante apontado como lobista na Zona Leste de SP A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (16) policial militar Hélio Passos, suspeito de envolvimento na execução do comerciante Luis Francisco Caselli, de 61 anos, assassinado a tiros em novembro, na Vila Formosa, Zona Leste de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, comerciante atuava como lobista de empresas, ou seja, trabalhava para defender os interesses delas, junto ao poder público e tinha diversas passagens pela polícia por estelionato (leia mais abaixo). Segundo os investigadores, o PM recebeu um rastreador veicular que estava instalado no carro da vítima e que teria sido usado para monitorar seus deslocamentos antes do crime. O policial foi preso em Santo André, no Grande ABC, e levado pela Corregedoria da Polícia Militar ao Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital. Luis Francisco Caselli foi morto por volta das 18h30 do dia 24 de novembro, quando chegava em casa de carro. Reprodução Ele trabalhava no 6º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), em São Bernardo do Campo, também no Grande ABC. A polícia também prendeu Clévio Queiroz dos Santos, apontado como o homem que vendeu o rastreador utilizado para acompanhar a rotina de Caselli. Em depoimento, Clévio afirmou à polícia que entregou o equipamento ao policial militar Hélio Passos. A partir dessa informação, a Corregedoria da PM e a Polícia Civil pediram a prisão do agente. Execução registrada por câmeras Luis Francisco Caselli foi morto por volta das 18h30 de 24 de novembro, quando chegava em casa de carro. Imagens de câmeras de segurança mostram dois homens em uma moto se aproximando do veículo. O garupa desce, saca uma arma e dispara ao menos três vezes à queima-roupa contra a vítima. Após os disparos, o atirador vai até a parte traseira do carro e tenta retirar um objeto. Para os investigadores, ele tentava recuperar o rastreador instalado no veículo. Antes de conseguir retirar o equipamento, o carro ainda se movimenta por alguns metros e colide com outro veículo. Em seguida, os criminosos fogem. Caselli chegou a ser socorrido e levado ao Hospital do Tatuapé, mas não resistiu aos ferimentos. Histórico criminal da vítima Segundo a Polícia Civil, Luis Francisco Caselli atuava como lobista de empresas no poder público e tinha diversas passagens pela polícia por estelionato. De acordo com o Ministério Público Federal, ele chegou a se passar por delegado da Polícia Federal em alguns golpes, contando com a ajuda de policiais. A principal linha de investigação é a de que o comerciante tenha sido alvo de uma execução planejada. O caso foi registrado como homicídio qualificado no 30º Distrito Policial do Tatuapé, que segue com as investigações para identificar todos os envolvidos no crime.