Quebras de ônibus em Campinas aumentam 13% no primeiro semestre e passam de 24 mil
Emdec aplica 36 mil multas a operadoras de ônibus em Campinas no primeiro semestre de 2026 O número de ônibus do transporte público que quebraram em Campina...
Emdec aplica 36 mil multas a operadoras de ônibus em Campinas no primeiro semestre de 2026 O número de ônibus do transporte público que quebraram em Campinas (SP) aumentou 13% de janeiro a junho deste ano. A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) registrou 24.160 veículos com falhas no primeiro semestre, contra 21.342 no mesmo período do ano passado. Diante desse cenário, a Emdec aplicou mais de 36 mil multas às operadoras até o mês de julho. Desse total, 32 mil punições ocorreram por viagens que não foram feitas, o que inclui as quebras no meio do caminho. As principais causas mecânicas são: Problemas no motor; Pane elétrica ou mecânica; Defeitos na embreagem; Falhas na suspensão. A situação atrapalha o dia a dia dos passageiros. "Tem dias que eu fico mais de uma hora e meia esperando o ônibus. Demora demais mesmo", relatou a cuidadora Ana Beatriz Santana. O cansaço é reforçado pela faxineira Vera Lúcia Ximenes: "Você quer sair do trabalho e chegar logo em casa, né? Mas você não chega". O problema se repete com a cuidadora Edinéia Porfílio, que levou duas horas e meia para ir ao serviço, e com a faxineira Valdelina da Silva. "Quebra no meio do caminho, o ônibus atrasa", disse Valdelina. As cooperativas justificam os problemas apontando falta de frota reserva, dificuldades financeiras para renovar veículos e atrasos provocados pelo trânsito. Leia as notas completas abaixo. Quebras de ônibus em Campinas aumentam 13% no primeiro semestre e passam de 24 mil Reprodução/EPTV Licitação parada Enquanto os problemas continuam nas ruas, a licitação de R$ 11,8 bilhões para contratar o novo sistema de transporte público segue totalmente interrompida por uma liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) desde o dia 25 de maio. A medida atendeu ao pedido de uma empresa que alegou falta de acesso integral aos documentos do processo. Além disso, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) já havia determinado que a prefeitura não homologasse o leilão após denúncias de suspeita de conluio entre as vencedoras. À época, o Consórcio Grande Campinas negou vínculo empresarial com as demais citadas e a Sancetur não se manifestou. Quebras de ônibus em Campinas aumentam 13% no primeiro semestre e passam de 24 mil Reprodução/EPTV O que dizem as empresas Altercamp "A Altercamp questiona o número de multas e afirma que, entre cerca de 200 permissionários, não há veículos reserva para substituir imediatamente aqueles que apresentam problemas, já que cada permissionário opera com um veículo vistoriado e lacrado. A cooperativa defende uma atuação mais integrada da Emdec, com comunicação direta com as cooperativas em casos de quebra e possibilidade de remanejamento de veículos e horários, em vez de apenas aplicar multas. A Altercamp também afirma que a defasagem da frota está relacionada à falta de condições financeiras para a renovação dos veículos. Segundo a entidade, é necessário melhorar a remuneração e criar condições para a substituição da frota antes de cobrar resultados dos permissionários. O que queriamos deixar claro é que os permissionários e as cooperativas se desdobram para tentar fazer o melhor serviço. Mas por vezes por total impossibilidade não é possível". Cooperatas "A Cooperatas reconhece os problemas apontados na operação e afirma que vem trabalhando junto ao poder público para buscar soluções. Entre as medidas estão tratativas para viabilizar a renovação da frota, com apoio financeiro e linhas de financiamento para a substituição de veículos antigos. A entidade também afirma que fatores externos, como congestionamentos, acidentes e obras, podem provocar atrasos e supressão de viagens. A Cooperatas reforça que o objetivo é melhorar a qualidade do serviço e garantir um atendimento mais eficiente aos passageiros". Coopcamp "A Coopcamp (Cooperativa de Trabalho dos Permissionários de Transporte de Campinas) esclarece que recebe os dados de fiscalização da Emdec como um indicador técnico essencial para o aperfeiçoamento constante da operação do sistema complementar da cidade. Sobre o volume de autuações registrado entre janeiro e julho de 2026, a cooperativa pontua os seguintes fatores: Impacto Operacional e Financeiro: Diferente do sistema convencional de grandes concessionárias, as penalidades aplicadas ao sistema complementar recaem de forma direta e severa sobre o orçamento do cooperado autônomo. Por esse motivo, há um interesse absoluto por parte da cooperativa em zerar essas ocorrências, uma vez que cada multa afeta diretamente o sustento das famílias dos operadores. Fatores de Descumprimento de Viagens: O principal gargalo para o cumprimento integral das tabelas horárias está atrelado a fatores externos de mobilidade urbana. Os congestionamentos crônicos nos horários de pico, somados à invasão frequente das faixas exclusivas por veículos particulares, quebram o ciclo de viagens e geram atrasos em cascata, impedindo que o veículo inicie a próxima partida no horário previsto. Desafios de Frota e Mão de Obra: O setor enfrenta uma escassez crônica e generalizada de motoristas profissionais qualificados (Categoria D), o que gera desfalques pontuais em escalas de trabalho de plantão. Além disso, o cenário de transição regulatória do transporte municipal em Campinas impõe cautela nos investimentos em larga escala para a renovação de frota, embora o compromisso com a manutenção preventiva tenha sido redobrado para evitar quebras mecânicas em trânsito. Ações em Andamento: Para mitigar essas falhas e garantir a regularidade do serviço, a Coopcamp vem intensificando o monitoramento de telemetria e GPS em tempo real de forma integrada à Central de Controle Operacional da Emdec. Paralelamente, foram criados novos protocolos de vistorias preventivas noturnas nas garagens e canais diretos de comunicação com os motoristas para ajustes rápidos em rotas afetadas por trânsito severo. A Coopcamp reforça seu compromisso histórico com a população de Campinas e permanece em diálogo constante com o poder público para implementar melhorias viárias que priorizem o transporte coletivo e tragam mais fluidez e pontualidade às viagens". Cotalcamp "Não sei o numero das autuações das outras coperativas, mas posso te garantir que aqui na Cotalcamp está dentro do aceitável". VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas