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Seis bombas funcionaram sem parar, mas não conseguiram evitar alagamento que deixou 28 veículos submersos em túnel de SP

Anhangabaú registrou enchente em 1999, quando 160 veículos ficaram submersos; protocolo da CET prevê bloqueio preventivo do túnel As seis bombas instaladas ...

Seis bombas funcionaram sem parar, mas não conseguiram evitar alagamento que deixou 28 veículos submersos em túnel de SP
Seis bombas funcionaram sem parar, mas não conseguiram evitar alagamento que deixou 28 veículos submersos em túnel de SP (Foto: Reprodução)

Anhangabaú registrou enchente em 1999, quando 160 veículos ficaram submersos; protocolo da CET prevê bloqueio preventivo do túnel As seis bombas instaladas no Túnel do Vale do Anhangabaú, no Centro de São Paulo, funcionaram ininterruptamente durante o temporal de quarta-feira (14), mas não foram suficientes para impedir o alagamento que deixou 26 carros e dois ônibus submersos. Segundo a Prefeitura de São Paulo, os equipamentos não apresentaram falhas. No entanto, a capacidade de escoamento do sistema foi superada pelo volume de água que atingiu a região em um curto intervalo de tempo. Em apenas 40 minutos, choveu no córrego do Anhangabaú o equivalente ao esperado para 11 dias de outubro. Foram registrados 42 milímetros de chuva, o correspondente a 37% dos 112 milímetros previstos para o mês inteiro na capital. Leia mais no g1 SP: 'A água subiu em segundos': motoristas relatam desespero ao ficarem presos em enchente no túnel do Anhangabaú VÍDEO: chuva forte deixa 1 morto na cidade de SP; ruas viram rios, água invade túneis, estações do metrô e terminal de ônibus Lago do Parque Ibirapuera transborda após chuva, derruba grade e alaga vias nesta quarta Receba as últimas notícias da Grande SP no seu WhatsApp A força da água transformou o túnel em uma área completamente alagada. Imagens registradas por motoristas mostram veículos cobertos pela água até as janelas e pessoas tentando sair dos automóveis. “Vimos a água entrando no túnel e em cinco minutos chegou a água na porta do carro. Com isso, tivemos que sair do veículo”, relatou um motorista que estava no local. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), as interdições do túnel começaram às 15h38, após a adoção do protocolo de Estado de Atenção para dias de chuva. A prefeitura informou que o sistema de drenagem é monitorado 24 horas por dia, por meio de sensores e câmeras. Apesar disso, a quantidade de água que chegou ao túnel superou a capacidade de vazão das bombas. Um caminhão de bombeamento emergencial foi mobilizado para reforçar a drenagem. Equipes de limpeza urbana também foram acionadas para atuar nos trechos em que o nível da água já havia baixado. Após o recuo da água, as pessoas que ficaram presas no túnel foram resgatadas. Inicialmente, o Corpo de Bombeiros informou a existência de pelo menos quatro vítimas, sem detalhar o estado de saúde delas. Prefeito Ricardo Nunes fala sobre forte chuva em SP Histórico de alagamentos O alagamento de quarta-feira não foi o primeiro a atingir o Túnel do Vale do Anhangabaú. Em 2021, uma forte chuva também provocou o alagamento de uma das pistas no sentido Zona Sul. Em 1999, um episódio de grandes proporções deixou cerca de 160 veículos submersos na região, entre eles três ônibus. Desde a década de 1980, diferentes intervenções urbanas e obras de drenagem foram realizadas ou anunciadas para tentar reduzir os alagamentos no entorno do vale. Entre elas estão as obras de recuperação e ampliação das galerias do córrego Moringuinho, iniciadas em 2006, e a construção de novas galerias anunciada em 2007. Mais recentemente, em maio de 2026, a Prefeitura de São Paulo divulgou uma proposta de intervenção no sistema de drenagem da região da Avenida Nove de Julho, com o objetivo de reduzir os alagamentos que atingem o Centro, incluindo o Vale do Anhangabaú. Temporal provocou morte e transtornos na capital A chuva de quarta-feira também provocou alagamentos em outras regiões da cidade. Na Brasilândia, na Zona Norte, uma moradora morreu após a casa ser atingida por um deslizamento de terra. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), a estação meteorológica da Sé registrou 48,5 milímetros de chuva, o maior acumulado entre as estações do órgão. Na Rede Telemétrica do Alto Tietê, o córrego Sapateiro, no Parque Ibirapuera, registrou 67,8 milímetros. O Parque da Aclimação acumulou 64 milímetros. O temporal também foi acompanhado por fortes rajadas de vento, que chegaram a 88,9 km/h no Aeroporto de Congonhas, às 16h44. A previsão é de mais chuva nesta quinta-feira (15). A Defesa Civil do estado alerta para a possibilidade de acumulados de até 80 milímetros na Grande São Paulo ao longo do dia. Carros e ônibus boiam no túnel do Anhangabaú durante chuva forte em SP Arquivo Pessoal

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