'Só um milagre salvaria meu filho': mulher atribui cura a promessa e vai a Aparecida há 22 anos
Ana Paula no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, ao lado do marido Leandro, dos filhos Mateus e João Lucas e da Nora Laura. Arquivo Pessoal / Divul...
Ana Paula no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, ao lado do marido Leandro, dos filhos Mateus e João Lucas e da Nora Laura. Arquivo Pessoal / Divulgação O mês de maio passou a ser associado a Maria por representar, simbolicamente, um tempo de florescimento, renovação e maternidade. Dentro da tradição católica, Maria é vista como figura de acolhimento, proteção e intercessão. Baseado nessa fé, o g1 traz uma história de revolta que, pouco tempo depois, se transformou em uma história de milagre e devoção. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Ana Paula Araújo Ignácio, de São José do Rio Preto (SP), conta que, quando tinha 18 anos, brigou com a mãe e, no momento de nervosismo, jogou contra a parede uma imagem de Nossa Senhora Aparecida que havia ganhado de presente dela. “Minha mãe tinha me dado uma imagem de Nossa Senhora e nessa briga eu acabei quebrando a Santa de propósito. Joguei ela na parede. Eu estava nervosa e minha mãe também. Nesse momento ela me disse para nunca mais rezar uma ‘Ave Maria’ e não pedir mais nada para Nossa Senhora”, relata Ana Paula. O nervosismo passou e veio o arrependimento. “Eu fiquei muito chateada e depois veio a vergonha. Por cinco anos eu não rezei nenhuma ‘Ave Maria’ e nunca mais pedi nada para a Santa”, diz. Aos 23 anos, Ana Paula engravidou do primeiro filho e logo no início da gestação, com oito semanas, descobriu um descolamento de placenta grave, com sangramento. “Corri para o médico e ele disse que seria muito difícil eu conseguir segurar, porque o descolamento estava bem grande, e que só por um milagre eu conseguiria segurar esse filho”, lembra. Neste momento de dor, Ana Paula voltou para casa, iniciou as medicações e ficou um mês em repouso, conforme orientação médica. “Na saída do consultório, o médico ainda reforçou que só um milagre salvaria meu filho”, ressalta. Durante o período de repouso, recebeu a visita de uma amiga. “Ela me levou uma imagem de Nossa Senhora de presente. Disse que sentiu no coração que deveria me dar aquele presente, que a Santa iria segurar meu filho, e pediu para eu fazer a novena. Minha mãe escutou e disse que eu não iria fazer, mas eu insisti e fiz”, conta. Após um mês, Ana Paula voltou ao médico e refez os exames. “O médico falou que não sabia o que tinha acontecido, mas parecia que eu nunca tinha tido um descolamento de placenta. Disse também que meu filho estava extremamente seguro, estava bem e que eu não tinha mais nenhum risco na gestação.” A partir dessa notícia, Ana entendeu que Nossa Senhora havia feito um milagre em sua vida. “Eu sinto que foi um milagre e, como forma de agradecimento, prometi que depois que meu filho nascesse eu iria todos os anos até Aparecida e levaria o meu filho, até ele completar 18 anos. E eu cumpri essa promessa”, conta, ao g1. Ana finaliza dizendo que mantém até hoje a ida anual à Igreja de Aparecida do Norte. “Este ano completa 22 anos que eu vou todos os anos agradecer pelo meu milagre. Minha mãe já faleceu, mas antes disso acontecer já estava tudo bem entre ela, eu e a Santa.” Romaria de Aparecida Este ano, 60 ônibus totalizando mais de 3 mil pessoas vão participar da Romaria de Aparecida. Arquivo Pessoal / Divulgação Assim como Ana, nesta sexta-feira (15), mais de três mil pessoas irão até o Vale do Paraíba para visitar o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. A romaria começou na década de 1990 e completa sua 24ª edição em 2026, sendo o segundo ano em que Rio Preto participa como Arquidiocese. Segundo informações da assessoria do Bispado, serão cerca de 60 ônibus, totalizando mais de três mil pessoas das 72 paróquias que pertencem à Arquidiocese de Rio Preto, com romeiros de 26 municípios do Noroeste Paulista. A saída da Romaria será na noite desta sexta-feira (15), de Rio Preto, com destino ao Santuário Nacional, em Aparecida (SP). Coro Arquidiocesano Coro Arquidiocesano da Arquidiocese de Rio Preto, durante celebração no Santuário Nacional de Aparecida Arquivo Pessoal / Divulgação Juntamente com os romeiros, Rio Preto leva um Coro Arquidiocesano, com mais de 50 vozes, entre sopranos, contraltos, tenores e baixos. “O Coro Arquidiocesano surgiu da necessidade de ter um grupo de música para conduzir os cantos de posse de Dom Vilar, quando ele chegou como bispo em São José do Rio Preto, em janeiro de 2022. Desde então, nasceu uma missão que dura até hoje, um grupo de voluntários de diversas paróquias da Arquidiocese, que se reúnem toda segunda-feira para ensaiar, estudar e preparar repertórios para missas especiais”, explica Caio Pirani, seminarista e maestro do coro. Uma dessas missas especiais será realizada no sábado (16), no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, às 6h, com participação do Coro Arquidiocesano de Rio Preto e dos romeiros da Romaria. “Todos os anos, o grande evento do nosso Coro Arquidiocesano é a Romaria de Aparecida. É um momento que marca o coração das pessoas. Cantarmos lá juntos, enquanto Arquidiocese de Rio Preto, aos pés de Nossa Senhora, da imagem encontrada há 300 anos, é sempre uma experiência de muita emoção”, ressalta Caio. O Imaculado Coração de Maria é o patrono do Coro Arquidiocesano, assim como da Arquidiocese. “Escolhemos o Imaculado Coração de Maria porque temos que ser humildes como ela, que permite que Jesus ocupe o primeiro lugar no coração das pessoas”, finaliza. Vídeos em alta no g1 Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM