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Sócios simularam empréstimo de quase R$ 1 mi com amigo de Manga no dia em que receberam repasse milionário de empresa de prédio superfaturado

Sócios de imobiliária simularam empréstimo de quase R$ 1 mi com amigo de prefeito de Sorocaba (SP) no dia em que receberam R$ 1,48 mi de empresa dona de pré...

Sócios simularam empréstimo de quase R$ 1 mi com amigo de Manga no dia em que receberam repasse milionário de empresa de prédio superfaturado
Sócios simularam empréstimo de quase R$ 1 mi com amigo de Manga no dia em que receberam repasse milionário de empresa de prédio superfaturado (Foto: Reprodução)

Sócios de imobiliária simularam empréstimo de quase R$ 1 mi com amigo de prefeito de Sorocaba (SP) no dia em que receberam R$ 1,48 mi de empresa dona de prédio superfaturado Wilson Gonçalves Jr/TV TEM Os sócios de uma imobiliária de Sorocaba (SP) simularam um empréstimo de quase R$ 1 milhão com Marco Mott, amigo do prefeito afastado Rodrigo Manga (Republicanos), no mesmo dia em que receberam R$ 1,48 milhão de empresa dona de prédio superfaturado, comprado pela prefeitura em 2021. A situação pôde ser confirmada pelo confronto de dados de movimentações bancárias da ação popular sobre a compra do imóvel e da investigação da Operação Copia e Cola. O g1 e a TV TEM tiveram acesso aos documentos. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp A Operação Copia e Cola apura desvio de verbas em contratos para a administração de duas unidades de saúde do município. Já a ação popular é referente ao prédio adquirido pela Prefeitura de Sorocaba para ser a sede da Secretaria de Educação. O caso também já teve condenação na esfera criminal. De acordo com a movimentação bancária, em 6 de dezembro de 2021, os empresários Cleber Roberto Bonette e Adriano Pavani, donos da imobiliária Cleber & Pavani Imóveis, receberam R$ 1,48 milhão da AFF Empreendimentos Imobiliários e Participações LTDA. Na mesma data, foram simulados dois contratos de empréstimo no valor de R$ 493.950 cada, totalizando quase R$ 1 milhão, entre Cleber, Adriano e o empresário Marco Mott. O pagamento feito pela Prefeitura de Sorocaba aos proprietários do prédio da Secretaria de Educação caiu no dia 2 de dezembro. Quatro dias depois, em 6 de dezembro, foi transferido o valor de R$ 1,48 milhão à imobiliária de Cleber e Pavani. Como o imóvel foi desapropriado, não existe pagamento de taxa de corretagem. O extrato de pagamentos feito pela AFF, proprietária do prédio, foi obtido na ação popular. Confira na imagem abaixo: Extrato mostra valores saindo de conta de dona de prédio para empresa de empresários de Sorocaba (SP) Reprodução Cruzamento de dados Em dezembro do ano passado, o g1 e a TV TEM mostraram com exclusividade que Rodrigo Manga e a esposa dele, Sirlange Frate Maganhato, passaram a ser investigados por lavagem de dinheiro no caso do prédio da Educação. Áudios obtidos na Operação Copia e Cola, encontrados no celular do ex-secretário de Administração Fausto Bossolo, indicaram a participação do casal no episódio. Fausto Bossolo foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado em decisão recente no caso do prédio, após denúncia do Gaeco de Sorocaba. Manga e Sirlange não fizeram parte da primeira denúncia. Em abril de 2025, na primeira fase da Operação Copia e Cola, foram identificados dois depósitos feitos por Cleber e Pavani na conta da Mott Administração de Bens Ltda. Indício de simulação Durante a primeira fase da Operação Copia e Cola, a Polícia Federal encontrou, no escritório de contabilidade da empresa de Marco Mott, dois contratos de empréstimo indicando que Cleber e Pavani teriam emprestado quase R$ 1 milhão a ele. Também foram encontrados dois comprovantes de débitos, um de cada sócio, como se o empréstimo tivesse sido pago, com data de 20 de dezembro de 2022. No entanto, na quebra de sigilo, a PF não encontrou qualquer pagamento de Mott para ambos entre 6 de dezembro de 2021 e 20 de dezembro de 2022. “Entretanto, ao analisar as contas bancárias, a perícia evidenciou que Marco Mott nunca transferiu dinheiro para Cleber Roberto Bonette ou Adriano Pavani. Assim, as evidências são de que os contratos e recibos foram criados apenas para justificar a entrada de um dinheiro sem origem comprovada”, afirmou a PF em documento usado na denúncia do Ministério Público Federal (MPF). Atuou como 'corretor' Em abril de 2023, o g1 e a TV TEM mostraram que Marco Mott agiu como corretor de imóveis no caso do prédio superfaturado da Educação. Na mesma época, ao menos duas fontes mencionaram a participação também de Cleber e Pavani. Além de Mott, a esposa de Manga, Sirlange Frate Maganhato, teve papel de destaque no episódio. Ambos visitaram diversos imóveis oferecidos ao poder público. Negociou imóvel Segundo relatório da PF que embasou a denúncia, há indícios de que dinheiro de origem desconhecida, possivelmente ilícita, foi utilizado para adquirir um imóvel de R$ 3 milhões. De acordo com a investigação, comprovantes teriam sido forjados para justificar a entrada de R$ 1 milhão na conta de Marco Mott. O imóvel fica em uma área valorizada de Sorocaba, entre as avenidas Comendador Pereira Inácio e Washington Luís. Os proprietários do imóvel disseram que Cleber e Pavani conduziram as negociações e que, inicialmente, não quiseram informar que Marco Mott seria o comprador. Depois, afirmaram que Mott era quem compraria o imóvel, o que se confirmou. O que dizem os citados A defesa de Marco Mott disse que não vai se manifestar. O g1 e a TV TEM tentaram contato com a defesa dos antigos donos do prédio vendido à Prefeitura de Sorocaba. A reportagem também procurou Cleber Roberto Bonette e Adriano Pavani por meio da empresa deles, mas não houve retorno até a publicação da reportagem. Denunciados Operação Copia e Cola: Rodrigo Manga, esposa e outras 11 pessoas são denunciados pelo MPF O MPF denunciou no fim de fevereiro 13 pessoas por crimes em contratos com a Prefeitura de Sorocaba na área da saúde. Os investigados foram denunciados por organização criminosa, peculato, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e frustração de competição em licitação. Na denúncia, a procuradora pediu a decretação da perda do cargo do prefeito afastado e que ele seja impedido de se candidatar e ocupar cargos públicos por cinco anos. Diminuição de postagens e queda nas curtidas: os três meses do 'prefeito tiktoker' afastado da Prefeitura de Sorocaba Relação entre o prefeito Rodrigo Manga (Republicanos), de Sorocaba (SP), teria começado antes de mandato, diz PF Reprodução/TV TEM Além disso, o MPF aponta que Manga era "peça-chave" nos crimes, e que ele aceitou a promessa ou recebeu propina. A denúncia diz ainda que Rodrigo Manga determinou ao então secretário de Saúde o contato com representantes da Aceni. Ainda conforme o documento, com base na investigação da Polícia Federal, Rodrigo Manga teve suas contas pessoais pagas por intermediários e também usou outra pessoa e dinheiro em espécie para comprar uma casa e lavar dinheiro. SAIBA + SOBRE O CASO: OS alvo de operação é citada em investigação de 2022 apoiando campanha do prefeito PF diz que Rodrigo Manga negociou com entidade investigada por propina antes de ser eleito Representante de OS cobrou ‘parceria’ de secretário municipal antes de contrato com prefeitura Prefeito de Sorocaba usou ‘dinheiro vivo’ para comprar imóvel de luxo A investigação começou em maio de 2022 para apurar a contratação indevida da Aceni pela Prefeitura de Sorocaba (SP). O trabalho, conforme a polícia, relevou indícios de uma trama criminosa usada para dilapidar os cofres públicos, a partir do contrato emergencial da UPA do Éden e, depois, da então UPH da Zona Oeste (atual UPA da Zona Oeste). Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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