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STJ invalida provas de operação contra grupo dono da cachaça Velho Barreiro por suposta sonegação fiscal

Em 2023, 18 mandados foram expedidos pela 3ª Vara Criminal de Rio Claro (SP) e cumpridos em cidades de SP e TO para apurar esquema. Empresa Tatuzinho alegou qu...

STJ invalida provas de operação contra grupo dono da cachaça Velho Barreiro por suposta sonegação fiscal
STJ invalida provas de operação contra grupo dono da cachaça Velho Barreiro por suposta sonegação fiscal (Foto: Reprodução)

Em 2023, 18 mandados foram expedidos pela 3ª Vara Criminal de Rio Claro (SP) e cumpridos em cidades de SP e TO para apurar esquema. Empresa Tatuzinho alegou que Gaeco reuniu documentos sem autorização judicial. Fachada do Superior Tribunal de Justiça Gustavo Lima/STJ A 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) acatou recurso da empresa Tatuzinho, produtora de bebidas alcoólicas como a cachaça Velho Barreiro, e invalidou provas de uma suposta sonegação fiscal cometida pelo grupo, obtidas durante a Operação Thunder, em novembro de 2023. 📲 Participe do canal do g1 São Carlos e Araraquara no WhatsApp A empresa recorreu ao STJ com a alegação de que o Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Piracicaba (SP), órgão vinculado ao Ministério Público (MP-SP), reuniu documentos do grupo junto à Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz-SP) sem autorização judicial e investigação formal prévia. RELEMBRE: Grupo dono da cachaça Velho Barreiro é alvo de operação contra esquema de sonegação fiscal de mais de R$ 300 milhões Na decisão, o STJ também derrubou as "medidas cautelares impostas" à empresa, como por exemplo o bloqueio de bens de R$ 303 milhões. "A decisão agravada merece reparo parcial para reconhecer a ilicitude das informações requisitadas ao fisco sem investigação formal prévia, autorização judicial e das provas delas derivadas", escreveu o relator, ministro Joel Ilan Paciornik. Ao g1, o MP-SP informou que "soubemos pela imprensa que houve decisão do STJ relacionada à Operação Thunder, mas não tivemos acesso ao teor da decisão". Acrescentou que vão ser tomadas "medidas e providências adequadas para o caso". A decisão do STJ também invalida o entendimento anterior do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) de que solicitar informações diretamente à Sefaz-SP configuraria obtenção de documentos sob sigilo fiscal. O g1 procurou o TJ-SP, que disse não se manifestar sobre decisões de tribunais superiores. O advogado da empresa Tatuzinho, Fernando José da Costa, comemorou a decisão e afirmou que "este acórdão reafirma a importância do cumprimento das normas processuais em investigações". MAIS NOTÍCIAS DA REGIÃO: IBATÉ: Corpos de jovem e homem que morreram em acidente em MG serão enterrados em SP SÃO CARLOS: Saiba quem era Joel Camargo, mestre de obras morto com tiro no peito em assalto ARARAQUARA: Protetoras cuidam de mais de 30 gatos de rua: 'luta diária para alimentar' Operação Thunder Gaeco cumpre mandados de busca e apreensão em Rio Claro durante operação Em novembro de 2023, a Operação Thunder fez buscas e apreensões contra suspeitos de participar de um esquema de sonegação de mais de R$ 300 milhões no ramo de bebidas em São Paulo. O alvo foi o grupo Tatuzinho, dono das cachaças Velho Barreiro, Tatuzinho e 3 Fazendas. À época, a empresa afirmou em nota que "atua dentro da legalidade, cumprindo rigorosamente suas obrigações tributárias e fiscais". Naquele dia, 18 mandados foram expedidos pela 3ª Vara Criminal de Rio Claro (SP) e cumpridos em endereços de empresas e pessoas físicas nas cidades de São Paulo, Rio Claro, Piracicaba, Vinhedo, Itu, Itapetininga, Sorocaba, Guarulhos, em São Paulo, Araguaína (TO) e Palmas (TO). A operação foi realizada pela Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP), em conjunto ao Gaeco, Procuradoria Geral do Estado (PGE), Receita Federal e teve apoio das Polícias Civil e Militar. Segundo o Ministério Público, as investigações foram iniciadas em 2019. O grupo industrial teria utilizando reiteradamente de simulação de operações interestaduais com o objetivo de reduzir o valor do ICMS devido pelas operações próprias e por substituição tributária. À época, a investigação também informou ter identificado indícios de lavagem de dinheiro por meio do uso de empresas de participação e fundos de investimento em nome de terceiros, falsidade ideológica associada à constituição de empresas em nome de laranjas e associação criminosa. A Operação Thunder foi batizada em alusão ao termo usado pelos fraudadores ao referenciarem pedidos de compras em notas fiscais relativas às operações simuladas. REVEJA VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

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