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Vídeo mostra confusão em júri: promotor cai e acusa advogado de empurrá-lo, mas defesa alega que ele simulou queda 'à la Neymar'

Júri em SP termina em confusão após discussão Vídeos que circulam nas redes sociais mostram uma confusão entre um promotor de Justiça e advogados durante...

Vídeo mostra confusão em júri: promotor cai e acusa advogado de empurrá-lo, mas defesa alega que ele simulou queda 'à la Neymar'
Vídeo mostra confusão em júri: promotor cai e acusa advogado de empurrá-lo, mas defesa alega que ele simulou queda 'à la Neymar' (Foto: Reprodução)

Júri em SP termina em confusão após discussão Vídeos que circulam nas redes sociais mostram uma confusão entre um promotor de Justiça e advogados durante um julgamento no Tribunal do Júri da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, na quinta-feira (17). O g1 teve acesso às imagens neste domingo (20) (veja acima). A audiência para julgar um réu preso, acusado de assassinato, acabou anulada e remarcada para 2027 em razão do bate-boca (saiba mais abaixo). Em uma das gravações, o promotor Thomas Mohyico Yabiku aparece caindo no chão do plenário após ficar frente a frente com o advogado de defesa Renato Soares do Nascimento. Yabiku afirmou em ata ter sido empurrado pelo advogado. Soares nega a agressão e diz que o promotor simulou a queda. Em outro vídeo, o membro do Ministério Público (MP), discute com o advogado Mauro Ribas Junior, que estava na plateia e havia filmado a cena do promotor caindo. Yabiku diz que foi xingado por ele, que nega. Confusão filmada Filmagem feita por advogado na plateia mostra momento em que promotor cai após ficar frente a frente com defesa de réu. Reprodução/Redes sociais As filmagens da confusão têm 3 segundos e mostram o promotor Yabiku e o advogado Soares, frente a frente. O promotor está bem próximo e o advogado _com o braço esquerdo para trás e o direito, apontado para o juiz. Em seguida ocorre a queda de Yabiku, que alega ter sido empurrado. Renato nega. Não é possível saber se havia algum objeto ou obstáculo no chão. Dá para ouvir ao fundo "doutor", "parem" e "para com isso", mas sem identificar quem fala. O vídeo da confusão entre Yabiku e Soares foi gravado pelo também advogado Ribas Jr., que não faz parte do processo que era julgado. O juiz mandou-o sair do plenário. Do lado de fora, Ribas Jr. ainda filmou o promotor o seguindo. Yabiku também parece filmar o advogado. Os dois discutem. O g1 não teve acesso ao conteúdo gravado pelo promotor. Segundo o Ministério Público, nota divulgada na última sexta-feira (18) "expressa o ponto de vista da instituição e do promotor sobre o episódio" (veja abaixo). A equipe de reportagem consultou ferramentas disponíveis na internet para detectar conteúdo gerado por inteligência artificial (IA). As análises não identificaram sinais de que os vídeos divulgados pelos advogados tenham sido gerados ou manipulados por IA. MP apoia promotor Vídeo mostra momento em que promotor Yabiku cai no plenário após ficar frente a frente com advogado Soares durante julgamento em São Paulo. Yabiku acusa colega de agressão. Defesa alega que houve simulação de queda. Reprodução/Redes sociais A Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) do Ministério Público (MP) divulgou comunicado, na semana passada, em defesa de Yabiku e informou que "um dos defensores colocou-se agressivamente à frente do promotor de Justiça e o empurrou com o corpo, derrubando-o ao chão". O órgão também alega que outro advogado passou a "gritar e a dirigir impropérios" contra o promotor. O MP afirmou ainda que Yabiku "não revidou" e que a continuidade do julgamento ficou impossibilitada depois que os advogados deixaram o plenário. A Procuradoria disse que os fatos serão apurados pelos órgãos competentes, com observância do devido processo legal. Não há confirmação de que a Procuradoria-Geral de Justiça tenha tido acesso aos vídeos. Segundo a defesa, as gravações seriam posteriormente incluídas pelos advogados no processo para a apuração do caso. O júri não estava sendo filmado oficialmente pela Justiça. Advogado diz que promotor simulou queda Advogado Mauro Ribas Jr. (à esquerda) e promotor Thomas Yabiku também discutiram do lado de fora do plenário. Reprodução/Redes sociais Em entrevista ao g1 neste domingo, Soares afirmou que Yabiku simulou a queda durante a discussão que tiveram no plenário do júri. "Quando ele encosta na minha frente, e se joga para trás, simulando ali uma agressão", falou o advogado sobre o promotor. "O vídeo está aí, eu nem encosto nele, ele se joga pra trás 'à la Neymar'." Advogado Renato Soares que nega ter agredido promotor e o acusa de ter simulado queda no plenário. Reprodução/Arquivo pessoal O jogador de futebol Neymar, do Santos e que atuou pela seleção brasileira, já chegou a ser criticado em algumas ocasiões por torcedores e comentaristas esportivos por supostamente simular faltas durante as partidas, se jogando e rolando no gramado. O advogado Mauro Ribas Junior contou à reportagem por que decidiu gravar o bate-boca entre as partes. "O promotor veio de maneira agressiva, enquanto o Renato se dirigia ao juiz, e passou a 'peitá-lo', na frente da bancada da defesa", disse ele. "Não existe uma lei, uma norma que impeça um julgamento público de ser gravado." No segundo vídeo, feito já fora do plenário, Ribas Jr. fala para Yabiku: "Eu gravei você fingindo a queda lá, viu? Eu gravei você fingindo a queda lá." O promotor responde: "Fingi? Você... o senhor será processado". O que diz a ata Julgamento de Patrícia Lélis será no Fórum da Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo Reprodução/TV Globo A ata do julgamento anulado registra versões diferentes sobre o episódio da condusão no plenário. O promotor afirmou que o advogado "passou a gritar" e o "empurrou com seu corpo (...) acabando por derrubá-lo ao solo". Segundo a defesa, o promotor foi "de maneira ostensiva e intimidatória até a bancada defensiva" e depois "lançou-se ao chão e passou a atribuir falsamente ao advogado a prática de um empurrão". Apesar de Yabiku querer continuar o julgamento, Soares alegou que não estava se sentindo bem com aquela situação e não seguiria. Coube ao juiz dissolver o Conselho de Sentença e remarcar o novo júri do réu para o ano que vem para 18 de março de 2027. O que será julgado Francisco Alves (à esquerda) é acusado de matar Marcelo Silva (ao centro) com a ajuda de Emerson Brito (à direita). Os dois seguranças vão a júri pelo assassinato do catador de latinhas no Autódromo de Interlagos em 2024 Reprodução A confusão interrompeu o julgamento de Emerson Silva de Brito, preso e acusado de participar da morte do catador Marcelo Edimar da Silva, de 26 anos, dentro do Autódromo de Interlagos, em novembro de 2024. O caso também envolvia Francisco das Chagas de Sousa Alves, acusado pelo mesmo crime. Ele foi julgado em 5 de março de 2026 e absolvido pelo Tribunal do Júri. Naquele julgamento, Alves teve Soares como advogado de defesa. Ele negou o crime. Brito também é acusado de homicídio qualificado pela morte de Silva. Segundo a acusação, eles teriam amarrado as mãos e os pés da vítima e a agredido até a morte. Ele também se diz inocente. Catador de latinhas foi morto em Interlagos A defesa de Brito afirmou ao g1 que pretende levar o caso da confusão com o promotor à Corregedoria do Ministério Público, ao Conselho Nacional do Ministério Público e à Justiça: "Nós vamos oficiar a Corregedoria do Ministério Público do Estado de São Paulo, o Conselho Nacional do Ministério Público e iremos mover uma queixa-crime no Tribunal de Justiça para que se apure a conduta do promotor", disse o advogado Soares. Faca e arma apreendidas no caso da morte do catador de latinhas Reprodução

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