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Violência contra mulher: mais de 73% das agressões em Ribeirão Preto são dentro de casa, aponta painel

Violência contra a mulher atinge principalmente jovens de 20 a 29 anos em Ribeirão Preto A violência contra a mulher em Ribeirão Preto (SP) ocorre, na maior...

Violência contra mulher: mais de 73% das agressões em Ribeirão Preto são dentro de casa, aponta painel
Violência contra mulher: mais de 73% das agressões em Ribeirão Preto são dentro de casa, aponta painel (Foto: Reprodução)

Violência contra a mulher atinge principalmente jovens de 20 a 29 anos em Ribeirão Preto A violência contra a mulher em Ribeirão Preto (SP) ocorre, na maioria das vezes, dentro do próprio lar. Entre 1º de janeiro e 27 de agosto de 2025, o Painel da Violência da prefeitura registrou 851 ocorrências, e 73,21% delas aconteceram em residências. Isso significa que quase três em cada quatro agressões ocorreram no ambiente doméstico. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Os dados mostram ainda que a violência atinge de forma mais intensa mulheres jovens. Na faixa etária entre 20 e 29 anos, 76,55% das vítimas são do sexo feminino. A plataforma informa também que, no total de notificações, 52,17% dos agressores identificados eram homens. Outro ponto levantado pelo painel é a presença de gestantes entre as vítimas: 2,71% dos casos. Além disso, 17,17% das notificações citam consumo de álcool no momento da agressão. Violência por região Os dados apontam que a violência contra a mulher, dentro de casa, é uma realidade espalhada por todas as regiões de Ribeirão Preto. Das ocorrências registradas em imóveis do município: 25,84% aconteceram na zona Norte; 22,95% foram notificadas na zona Oeste; 19,9% na zona Leste; 14,77% na zona Sul; 12,84% na região Central; em 3,69% dos casos, o local foi classificado como ignorado. Painel da Violência aponta que mais de 73% dos casos de violência contra a mulher em Ribeirão Preto (SP) ocorreram dentro de casa entre janeiro e agosto G1 LEIA TAMBÉM Pai é preso suspeito de matar a filha em Ribeirão Preto; perícia achou barras de ferro com sangue Vídeo mostra agressão que terminou com mulher morta pelo pai em Ribeirão Preto Universitários acusam de assédio e agressões professor no interior de SP; polícia e Unesp apuram denúncias Como começa a violência Para a advogada Larissa Brito, especialista em direito da mulher, os indicadores mostram que os casos seguem em nível preocupante e refletem um padrão já observado na rotina dos atendimentos. “Esses dados dizem muito como realmente a gente precisa falar mais. As mulheres ainda sofrem da violência de gênero, que acontece pelo simples fato de elas serem mulheres dentro da sua própria casa. Normalmente, é realizada por companheiros - um namorado, um parceiro, um marido. Então aquela pessoa que tem um vínculo com ela, onde a mulher acha pode confiar”, afirma. A advogada destaca que essa dinâmica dificulta o rompimento do ciclo de violência, porque a mulher, em muitos casos, tende a minimizar episódios iniciais, acreditar em pedidos de desculpa e ter receio de romper a relação ou fazer a denúncia. “É fundamental que a mulher identifique que está diante de uma situação de violência e procure ajuda. A denúncia é a porta de saída desse ciclo.” Levantamento municipal mostra que mulheres de 20 a 29 anos são as principais vítimas de violência em Ribeirão Preto (SP) em 2025 G1 Larissa explica que a violência raramente começa pela agressão física direta. Em geral, há um escalonamento: Primeiro aparecem episódios de violência psicológica, com xingamentos, humilhações, controle de horários e tentativas de isolar a vítima da família e dos amigos; Podem surgir também situações de violência moral, com difamações e ataques à honra da mulher; Em seguida, casos de violência patrimonial, como quebrar objetos, danificar o celular, reter o cartão de crédito ou controlar o dinheiro; Por fim, a violência costuma evoluir para a agressão física, com empurrões, tapas, socos e outros tipos de ataque ao corpo. Sem intervenção, esse processo pode culminar em feminicídio, quando a mulher é morta em razão do gênero. A advogada reforça que a observação dos sinais é essencial para impedir a escalada. "É bom e importante observar esses sinais das violências irem mudando e crescendo para que realmente a mulher consiga pedir ajuda antes que escalone para uma violência maior, que às vezes não tem saída." Canais de denúncia e proteção Além da mulher, familiares, amigos e vizinhos também podem acionar os canais de denúncia caso identifiquem comportamentos suspeitos. A advogada lembra que hoje existem mecanismos de proteção policial e jurídica para quem sofre violência. Em Ribeirão Preto, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) funciona na Avenida Costábile Romano, 3230, Nova Ribeirânia. O telefone para contato é (16) 3610-4499. Outras formas de pedir ajuda: Disque 180 - Central de Atendimento à Mulher Disque 153 - Patrulha Maria da Penha (Guarda Civil Metropolitana), que vai até o local e presta atendimento imediato Ribeirão Preto (SP) registrou 851 notificações de violência até agosto de 2025 Divulgação/CGJ-MA *Sob supervisão de Helio Carvalho Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

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